DGS e Infarmed afastam terceira dose da vacina (e especialistas só querem vacinar jovens com comorbilidades)

Jean-Francois Monier / AFP

O Infarmed afastou a necessidade de reforço da vacinação contra a covid-19 com uma eventual terceira dose. Em relação aos jovens entre os 12 e os 15 anos, a maioria dos especialistas da task force concorda em vacinar apenas os que tenham doenças que representem risco.

O Infarmed e a Direção-Geral da Saúde (DGS) afastam a necessidade de uma eventual terceira dose da vacina contra a covid-19, embora estejam a avaliar a hipótese de reforçar com mais uma dose a vacinação de pessoas mais vulneráveis.

“A informação disponível até à data não permite concluir sobre a necessidade, e momento, de realização de reforço vacinal, prevendo-se, portanto, o esquema vacinal aprovado na Autorização de Introdução no Mercado atribuída pela Agência Europeia de Medicamentos”, esclareceu a autoridade do medicamento em comunicado.

Na nota, o Infarmed admite, contudo, estar a avaliar em conjunto com a DGS “os dados técnico-científicos à medida que estes se encontram disponíveis, nomeadamente visando a ponderação, no Plano de Vacinação contra a Covid-19, da eventual necessidade de doses adicionais ao esquema aprovado para algumas populações mais vulneráveis”.

Para “acautelar uma possível terceira dose”, assim como “o desenvolvimento de vacinas adaptadas a novas variantes”, Portugal tem “dois contratos estipulados, cujo volume de vacinas ultrapassa os 14 milhões, com os laboratórios BioNTech/Pfizer e Moderna”.

Para 2023, o país contratualizou com o consórcio BioNTech/Pfizer ainda mais de 10 milhões de vacinas. “A acrescentar aos referidos volumes, poderão ainda chegar a Portugal mais vacinas, no âmbito de futuros contratos, com algumas das vacinas ainda em avaliação” pelo regulador europeu.

Jovens com doenças de risco

O Público avança, este sábado, que o grupo de trabalho criado para avaliar se os jovens entre os 12 e os 15 anos devem ser vacinados concluiu, por unanimidade, que só devem ser imunizados os menores que apresentem doenças que constituam um risco para a covid-19.

Ainda assim, esta pode não ser a posição final da task force, escreve o diário.

Os especialistas, cerca de uma dúzia de profissionais de saúde da área pediátrica, concordaram que não há um benefício para os jovens entre os 12 e os 15 que justifique a sua inoculação, uma vez que a vacina é eficaz sobretudo a proteger da doença grave e da morte e estas situações praticamente não ocorrem nos jovens desta faixa etária.

Além disso, argumentam, surgiram algumas dezenas casos nos Estados Unidos e na Europa de miocardia em adolescentes e adultos jovens cerca de um mês após a toma da primeira dose, pelo que é necessário estar alerta.

Em termos éticos, os especialistas consideram eticamente inaceitável vacinar crianças se houver um risco, mesmo que seja baixo, para proteger os adultos.

A conclusão, no entanto, não foi tão unânime no seio da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 (CTVC). Ainda assim, a maioria defendeu que os jovens desta faixa etária só deveriam ser vacinados contra a covid-19 se tivessem comorbilidades de risco para a doença.

Liliana Malainho, ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Quanto mais avançamos maiores são as incertezas acerca da vacinação e maior o número de resistentes a recusarem levar a vacina, a pandemia alastra cada vez mais por todo o mundo apesar de haver já tanta gente vacinada e tantos desses atacados pelo vírus, a vacina certa ainda não chegou nem sabemos se chegará!

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