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É oficial: desconfinamento no Reino Unido começa dia 8. Europa começa a respirar de alívio

Finalmente a pandemia de covid-19 parece dar algumas tréguas à Europa. Vários governos começaram a reabrir escolas e a permitir a circulação, mas a preocupação com as novas vagas que possam ser causadas pelas novas variantes mais contagiosas não desaparece.

No Reino Unido, o desconfinamento vai iniciar-se a 8 de março. Entre as principais prioridades do governo de Boris Johnson, encontra-se a reabertura de escolas, passando também, a partir da mesma data, a ser permitida a recriação em espaços públicos entre duas pessoas.

Todas as escolas em Inglaterra deverão reabrir na data indicada e serão também permitidas as atividades extra curriculares, desde que realizadas ao ar livre.

A partir de 29 de março, serão aliviadas ainda mais medidas, passando a ser permitido ajuntamentos ao ar livre entre seis pessoas ou membros de dois agregados familiares e as instalações desportivas ao ar livre (como campos de ténis e de basquetebol) poderão voltar a funcionar.

Mais para a frente, a 12 de abril, lojas, cabeleireiros, bibliotecas e ginásios vão poder abrir, e bares e restaurantes vão poder servir em esplanadas, e a 17 de maio é a vez dos cinemas, teatros, concertos e eventos até 30 pessoas. O executivo inglês espera que a 21 de junho acabem todas as restrições.

Também o País de Gales começou a desconfinar. Desde segunda-feira que as pessoas se podem reunir ao ar livre e, na próxima semana, os alunos vão voltar às escolas. A partir de 12 de março espera-se que o comércio se junte e reabra também. Na Escócia as escolas já começaram a voltar ao ativo.

Apesar do alívio de medidas, Londres anunciou entretanto que mantém a proibição de viagens ao estrangeiro e restrições à entrada no Reino Unido devido à covid-19 pelo menos até 17 de maio.

Por outro lado, na Irlanda do Norte o governo anunciou a extensão do confinamento até 1 de abril. Ainda assim, as crianças entre os 4 e os 7 anos poderão voltar à escola a partir de 8 de março.

Na Alemanha, as escolas e creches reabriram na segunda-feira em 10 dos 16 estados, após estarem dois meses fechadas, apesar dos receios de uma terceira vaga da pandemia de covid-19 devido à variante britânica.

Angela Merkel quer reabrir, começando por aliviar o limite aos ajuntamentos, seguido por todas as escolas e institutos profissionais e, em terceiro lugar, a reabertura do desporto, restauração e cultura. No entanto, a meio de fevereiro, a chanceler alemã avisou que quando o plano de reabertura estiver completo, o país deve ficar em confinamento mais duas semanas, para ter a certeza que é seguro desconfinar.

O nosso país vizinho também tem o seu próprio confinamento e as suas próprias regras. Em Espanha, o desconfinamento começou já em janeiro, por exemplo no País Basco, Estremadura e Ilhas Baleares.

Mais recentemente, também a Galiza e Castela e Leão anunciaram o levantamento de algumas restrições.

Na Galiza será permitido, a partir de dia 27, a mobilidade entre a maioria dos concelhos, as aulas em universidades e até a abertura dos centros comerciais ao fim de semana. Em Castela e Leão é permitido circular entre as províncias da comunidade, mas as fronteiras com as restantes regiões continuarão encerradas.

Já em Itália, o sistema é semelhante ao usado por Portugal e por outros países europeus, separando as regiões e municípios por zonas de risco. O desconfinamento em algumas áreas começou ainda em janeiro, mas foi no primeiro dia de fevereiro que a maior parte do país passou a “amarelo”.

Ainda assim, as restrições às viagens continuam em vigor, bem como a obrigatoriedade do uso de máscara e o recolher obrigatório às 22h.

As áreas de risco vão oscilando, mas a 21 de fevereiro o país encontrava-se com zero regiões na “zona vermelha”, à exceção de alguns confinamentos municipais nas regiões de Úmbria e Bolzano.

Rede europeia diz que museus estão prontos para reabrir

Os museus da Europa estão prontos para reabrir, para apoiar a vida urbana e acompanharem as pessoas na nova realidade, disse esta segunda-feira a Rede de Organizações Europeias de Museus (NEMO, na sigla em inglês).

Em muitos países, como em Portugal, os museus mantêm-se fechados devido à covid-19, enquanto noutros reabriram portas, uma medida aplaudida pela NEMO, já que a rede considera que “os museus facilitam os processos emocionais em situações difíceis”, como a pandemia, além de que têm um “papel importante a desempenhar na coesão social”.

A rede realçou que os “museus fornecem espaços seguros durante a pandemia, já que oferecem grandes espaços que permitem visitas controladas e seguras do público”, e são “instituições educacionais que oferecem diferentes tipos de aprendizagem e debate formal e informal”.

Além disso, os museus desenvolveram conceitos de higiene abrangentes, investiram em medidas de ventilação, bilheteiras online, sistemas de controlo para limitar o fluxo de visitantes e instalações sanitárias, entre outros para tornar os seus espaços seguros, medidas que se aplicam tanto aos visitantes quanto aos funcionários.

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Para a NEMO, os museus provaram ser locais seguros, dado não ter sido relatada nenhuma infeção pelo novo coronavírus em nenhum museu da Europa.

  Ana Isabel Moura, ZAP // Lusa

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