Boris traça roteiro para pôr fim ao lockdown no Reino Unido. O primeiro passo é reabrir as escolas

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson

Esta segunda-feira, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, revelou, na Câmara dos Comuns, o novo plano de desconfinamento do país.

Boris Johnson apresentou, esta segunda-feira, na Câmara dos Comuns, as medidas para a abertura do Reino Unido, na esperança de não ter de enfrentar mais nenhum desconfinamento no futuro. Os cidadãos estão a ser vacinados a um ritmo rápido, pelo que o novo calendário é baseado na taxa de inoculação.

“Não podemos escapar ao facto de que sairmos do confinamento vai causar mais hospitalizações e, infelizmente, mais mortes. Isso vai sempre acontecer, seja o desconfinamento daqui a seis meses ou daqui a nove. Não há nenhuma rota para um Reino Unido com zero covid, nem para um mundo com zero covid“, disse o governante.

De acordo com o The Guardian, os estabelecimentos de ensino britânicos vão abrir portas no dia 8 de março, tal como estava previsto. As escolas vão poder optar pelo modelo de reabertura – se lecionam grupos de alunos diferentes a cada dia ou se testam a maioria das crianças – e os alunos vão poder regressar às atividades desportivas.

Segundo o Expresso, os residentes de lares de idosos vão poder escolher uma pessoa da família para visitas regulares, com todas as proteções pessoais obrigatórias.

A partir do dia 29 de março, os cidadãos vão poder voltar a reunir-se ao ar livre, desde que não estejam presentes membros de mais do que dois agregados familiares. O confinamento deixará de ser obrigatório, mas o cuidado com deslocações não essenciais deverá manter-se.

“A obrigação legal de permanecer em casa acaba, mas para muitos a obrigação de recolhimento vai continuar. As pessoas devem continuar a trabalhar de casa sempre que possível e reduzir as viagens, sempre que possível”, explicou Boris Johnson.

As lojas não essenciais têm abertura marcada para a etapa 2 deste desconfinamento, que não deverá começar antes do dia 12 de abril. Os restaurantes também deverão começar a abrir a meio do mês, mas só para refeições ao ar livre. Jardins zoológicos, museus, parques temáticos, cinemas drive-in, bibliotecas públicas e centros comunitários abrem na mesma data.

Os funerais passam a poder ter um máximo de 30 pessoas, enquanto que os casamentos e os batizados só podem ter, no máximo, 15 convidados.

A terceira fase de reabertura do país começa a 17 de maio – mas pode ser adiada para os primeiros meses de verão. Restaurantes voltam a poder servir no interior; cinemas, teatros, hotéis também poderão regressar à atividade normal; e os grandes eventos, como concertos de pé, podem voltar, desde que todos os participantes sejam testados.

O distanciamento social e a obrigatoriedade do uso de máscara em locais fechados e onde a distância social seja impossível de manter, continua.

A quarta e última fase, que não terá início antes do dia 12 de junho, vai proporcionar aos britânicos o levantamento da maioria das restrições sociais. Os casamentos não terão limitações e, nas semanas e meses anteriores a esta etapa, o Executivo fará avaliações sobre grandes eventos ao ar livre, como festivais de música.

Em março, o Governo britânico vai apresentar mais detalhes sobre os “certificados pessoais de estado da covid-19”, isto é, a possibilidade de implantação de passaportes de vacinação e/ou teste atualizado para que algumas pessoas regularmente testadas ou com as duas doses de vacina possam circular com menos restrições ou aceder a eventos fechados.

Cada fase está sujeita a uma avaliação periódica, mas o primeiro-ministro disse que o país deverá estar muito próximo da normalidade no primeiro dia do verão. “Toda a gente nos primeiros quatro grupos prioritários foi vacinada e esperamos que, até ao fim de julho, todos os adultos tenham recebido a primeira dose da vacina”, adiantou Boris Johnson.

O levantamento das medidas vai acontecer com um intervalo mínimo de cinco semanas, apesar de o governante ter avisado que as etapas de desconfinamento vão ser decididas por “dados, não datas”.

Liliana Malainho, ZAP //

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