Deputado do PSD mora em Lisboa, mas recebe subsídios como se vivesse em Portalegre

Partido Social Democrata / Facebook

O deputado do PSD, José Matos Rosa (ao centro).

O ex-número 2 do PSD, o deputado José Matos Rosa, reside em Lisboa há três anos, mas recebe do Parlamento o subsídio de transporte e as ajudas de custo porque declara Portalegre como a sua residência oficial. Também a deputada Rubina Berardo, eleita pelo PSD na Madeira, vive situação semelhante.

Os deputados do PSD, José Matos Rosa e Rubina Berardo, são os mais recentes casos de polémica por causa das ajudas de custo pagas pela Assembleia da República.

No caso de Matos Rosa, o Observador apurou que o ex-secretário-geral do PSD reside há cerca de três anos numa casa que a filha comprou em Lisboa, localizada a 5 quilómetros do Parlamento, mas que continua a declarar como residência oficial Portalegre, a mais de 190 km da capital.

Desta forma, Matos Rosa tem direito a subsídios de deslocação e a ajudas de custo que podem chegar aos 1000 euros por mês. Uma verba acrescida ao salário de deputado que não está sujeita a descontos.

O deputado do PSD diz que é tudo legal, realçando no Observador que a sua residência “sempre foi Portalegre” e que se desloca até lá “vários fins-de-semana” ao longo do ano.

O ex-número dois de Passos Coelho tem sido eleito para o lugar de deputado do PSD pelo círculo de Lisboa, não tendo sequer o seu trabalho político vinculado à área de Portalegre.

Rubina mora em Lisboa, mas declara morada na Madeira

A situação de Rubina Berardo, que foi denunciada pela revista Visão, é semelhante à de Matos Rosa. A deputada madeirense reside em Lisboa desde 2012, mas continua a declarar como residência oficial a Madeira.

A Visão atesta que a deputada vive na capital com o filho e o marido desde que, há seis anos, conseguiu um emprego na Embaixada Alemã, como conselheira adjunta.

Rubina Berardo refere ao jornal i que “não há erro nenhum” com a morada que declarou na Assembleia da República. “Eu voto na Madeira, tenho habitação na Madeira, tenho um vínculo laboral na Madeira, portanto não há erro nenhum”, frisa.

Quanto à sua residência em Lisboa, a deputada nota que “não é possível ir e vir no mesmo dia à Madeira” e que, portanto, tem que arrendar casa.

Rubina Berardo conseguiu o seu lugar de deputada através do círculo da Madeira. A representante do PSD na Assembleia da República chegou a ser apontada como um bom exemplo, no âmbito do caso duplicação dos apoios às viagens para os deputados das ilhas, por ter sido a única que não pediu o reembolso.

A polémica inclui o presidente do PS, Carlos César, bem como outros deputados de vários partidos, que foram eleitos nos círculos dos Açores e da Madeira, e que recebem 500 euros de apoio para as viagens, e ainda mais 134 euros de subsídio de mobilidade.

ZAP //

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15 COMENTÁRIOS

  1. No meu entender não deveriam existir ajudas ou subsídios, por outro lado o salário de deputado devia ser maior e igual para todos, quer sejam de Lisboa ou da madeira…
    Se eu me candidatar a uma empresa do Porto, não vou obrigar a empresa a pagar-me as deslocações!
    Tal como os deputados da assembleia da Republica…

    • “Deveria ser maior”… 3000 e tal € é pouco… eu não me importava de estar a trabalhar em Lisboa sendo dos Açores e ganhar 3000€/mês!
      O salário de deputado devia ser igual ao salário mínimo nacional e receberem algumas ajudas mas nunca a 100% ou 1000% como recebem hoje!

      Enquanto houver gente assim a pensar este país está condenado!
      Esta gente não passa de escroques, ladrões….

  2. Cá esta mais uma pessoa que dá pelo nome de ladrão!
    Esta gente não passam de ladrões, corruptos, aldrabões e oportunistas, escroques da sociedade, e a culpa é nossa que votamos neles…
    Isto tem de mudar….

  3. Estas pessoas não teem vergonha na cara, ainda têm a grande lata de dizer que vai lá aos fins de semana, deve ser para descontrair e mudar de ares, como é que o nosso governo sabendo disto permite que o façam? os professores que coitados muitas vezes para conseguirem dar aulas deixam a sua familia a sua casa para irem trabalhar a 300km de casa, a eles ninguém lhes dá ajudas de custos porquê que a estes senhores lhes dão ainda por cima se não moram nem trabalham lá, sejamos sérios, não gozem com o comum dos cidadãos não votámos para ver isto acontecer.

  4. Sou professor, vivo em Leiria e fui colocado a dar aulas em Mafra. Se fizesse esse trajeto os 5 dias por semana que tenho que trabalhar (270 kms por dia), gastaria em gasóleo e portagens mais de 800€ mensais (sem contar com o cansaço e demais despesas de manutenção da viatura). Portanto, arrendei casa em Mafra. Declarei que a minha residência é em Leiria (e acho que não faltei à verdade). Onde está o meu subsídio de deslocação???? Cambada de mafiosos. Isto só vai lá quando tivermos políticos honestos e dêem o exemplo.

  5. acho que devemos mudar o significado de deputado nos dicionarios.
    deputado é sinonimo de aldrabao, mentiroso e com algum esforço ainda podemos dizer corrupto
    vive em lisboa e recebe ajuda de custos (deve ser para o passe da carris)
    ha muitas profissoes (professores, agentres de segurança, etc) que moram longe de casa por causa das aulas e nem um centimo recebem a mais no ordenado. ainda têm que tirar dinheiro do ordenado para pagarem o quarto,
    um deputado com um bom vencimento (+/-4000€ e ainda por cima mais de metade nao entra para impostos) pode pagar um quarto.
    ha pessoas a ganharem o ordenado minimo e têm de pagar os passes e rendas de casa.
    realmente chegamos à conclusao que a politica está mesmo podre e pelo que veja nao ha volta a dar, mesmo mudando de partido, a “trampa” é a mesma.
    tenham vergonha.

  6. Pois não, brinca !!!!! Em vez de servir o povo, “esmifram o povo””” Isto não é corrupção??? Na suécia perdiam o mandato, na China era fuzilado, em Portugal é condecorado!!!!

  7. Coitadinhos dos nossos deputados que estão deslocados das suas humildes casas nas aldeias para virem viver para o stress da cidade! Claro que precisam de ajudas! Como vão manter tantas propriedades e as vidas luxuosas que têm?? O ordenado de deputado não chega! Pois eu queria ver como se governavam sem rendimento nenhum e sem ajudas nenhumas e incapacitados para trabalhar!
    Eu é que é devia ser mais penalizada por trabalhar a recibos verdes há tantos anos, com o meu carro ao serviço de uma empresa como a EDP e nunca tive uma gota de combustível paga, nem manutenção, nem material de trabalho nem direito a férias nem regalias nenhumas, 13º mês o que é isso? Se ficar doente só ao fim de um mês é que tenho direito a uma ninharia de subsídio (daquilo que já descontei em triplo ou mais). Pois é.. ganhei uma tendinite que me impossibilita de trabalhar nesta mesma atividade, e que de momento está tão grave que me impossibilita de estar em pé (aquiliana), o SNS não encaminha para a especialidade nem tratamentos alternativos à fisioterapia (mesoterapia por ex.) tb não é reconhecida como doença profissional, tenho de pagar exames no privado porque no SNS não há vaga, vou a junta médica com esses exames que comprovam o problema e os queridos carrascos, como se estivesse a ser julgada por ter uma problema que da minha vontade não o teria, decidem que não subsiste o problema! Como se agora desse para carregar num botão e voilá! já estás em perfeita saúde, já chega de inventar lesões! Gostava de ver esses ‘doutores’ bem como os seus superiores e tb estes deputados com o meu problema que ‘não subsiste’ a conseguirem fazer as suas vidas normais! Mas é o sistema que temos! Como eu existem muitas outras pessoas a passar por estas injustiças e bem piores! Ah mas o que é isto? O problema são os nossos deputados que precisam de subsídios para tudo e mais alguma coisa! Porque as pessoas que toda a vida descontaram e infelizmente agora estão incapacitadas para trabalhar e não têm nem acesso a condições adequadas de tratamento pelo SNS, essas sim precisam de levar com mais impostos e serem eliminadas do sistema pq só dão despesa!

  8. O que terão dizer sobre isto o César e o Ferroso Rodrigues? Bem, todos sabemos, que está tudo dentro da lei e que do ponto de vista ético é tudo normal, penso eu de que…!

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