Mais de 4.000 casos diários. Curva continua em trajetória ascendente em África

Nic Bothma / EPA

A curva epidémica da covid-19 continua a subir em África, com uma média de 4200 novos casos por dia, disse hoje o diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).

“A curva continua a subir. Entre 21 e 27 de maio, houve 30 mil novos casos registados comparado com a semana anterior, em que tivemos registo de 21.700 novos casos. É um aumento de 1,4 vezes. Temos uma média de 4200 novos casos diários no continente”, disse o diretor do África CDC, John Nkengasong.

Nkengasong, que falava na conferência de imprensa semanal, a partir da sede da União Africana, em Adis Abeba, assinalou que parte deste crescimento é justificado pelo aumento do número de testes ao novo coronavírus realizados pelos países.

Quase um terço dos novos casos foi registado na África Austral (30%), seguida do Norte de África (24%), da África Ocidental (16%), África Central (15%) e África Oriental (13%).

Globalmente, o continente africano regista 124.482 casos acumulados de infecções pelo novo coronavírus e 3696 mortes, o que representa uma taxa de letalidade de 3%.

John Nkengasong sublinhou os progressos alcançados na realização de testes à covid-19, assinalando que o continente passou de menos 400 mil testes, no início de abril, para quase dois milhões atualmente.

“Desde abril, aumentámos significativamente o número de testes. Há países que hoje estão a fazer entre cinco mil e sete mil testes por dia. Até ao final desta semana, o África CDC terá distribuído 2,5 milhões de testes aos Estados-membros”, disse.

Apesar do progresso, o diretor do África CDC reconheceu que o continente está longe do nível ideal de testagem. “Com um continente de 1,2 mil milhões de pessoas, o nosso objetivo é testar 1% da população, ou seja, temos de fazer 12 milhões de testes. Estamos próximo dos dois milhões, ainda temos uma lacuna de dez milhões”, apontou.

Segundo o África CDC, o número de mortos subiu nas últimas 24 horas de 3589 para 3696 (+107), enquanto os casos de infeção aumentaram de 119.391 para 124.482 (+5091).

O número total de doentes recuperados subiu de 48.618 para 51.095 (+2477).

Norte de África é a região mais afetada

O Norte de África é a região mais afetada pela doença no continente, com 1708 mortos e 37.566 infectados. A África Ocidental regista 663 mortos e 31.279 infecções, enquanto a África Austral contabiliza 575 mortos e 27.858 casos, quase todos num único país, a África do Sul (25.937). A África Oriental regista 383 mortos e 13.850 casos registados e na África Central há 367 vítimas mortais em 13.939 casos.

Seis países – África do Sul, Argélia, Egito, Marrocos, Nigéria e Gana – concentram mais de metade (57%) das infeções no continente e mais de dois terços das mortes associadas à doença. O Egito é o país com mais mortos (816) e tem 19.666 infeções, seguindo-se a Argélia, com 623 vítimas mortais e 8857 infetados.

A África do Sul é o 3.º com mais mortos (552), continuando a ser o país do continente a registar mais casos de covid-19 (25.937). Marrocos tem 202 vítimas mortais e 7601 casos, a Nigéria regista 254 mortos e 8733 casos, enquanto o Gana tem 34 mortos e 7303 casos.

Macron pede “mais solidariedade” com África

Nesta quinta-feira, o Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a necessidade de se dar uma “resposta coletiva” à crise económica desencadeada pelo novo coronavírus e de se mostrar solidariedade com os países de África.

“Nunca como hoje necessitamos tanto de uma ação coletiva e solidária”, disse Macron numa mensagem em vídeo ouvida na cimeira virtual organizada pelas Nações Unidas para discutir o financiamento das políticas de desenvolvimento face à pandemia.

O Presidente francês admitiu que a crise chegou a um ponto tal que muitos põem em causa o multilateralismo e a cooperação internacional, mas sublinhou que nada poderá sair desta situação com uma resposta isolada.

Macron acrescentou que o Governo de Paris tem três grandes prioridades que visam combater a desigualdade, garantir a saúde a todos e dar apoio aos países mais vulneráveis, pelo que a saída da crise deve focar-se também na luta contra as alterações climáticas e a proteção do meio ambiente.

Sobre a assistência às nações mais vulneráveis, Macron insistiu que tem de se dar uma atenção especial a África e garantiu que se não houver essa solidariedade devida ao continente, “toda a estratégia de desenvolvimento mundial irá fracassar”.

ZAP // Lusa

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