Covid alastra na América. EUA bate recorde diário com mais de 60 mil infetados

Sebastião Moreira / Lusa

Os Estados Unidos registaram 754 mortos e 60.383 infetados (um novo recorde) por covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com um balanço da Universidade Johns Hopkins.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes. Esta sexta-feira, os EUA bateram mesmo o record de casos confirmados de covid-19 em 24 horas, que é agora de 60.383.

Os norte-americanos registam agora 129.405 óbitos e 2.793.022 casos desde o início da pandemia, segundo o balanço realizado às 20:00 de sexta-feira (01:00 de hoje em Lisboa), pela agência de notícias Efe.

Os números diários no país cresceram significativamente como resultado do surto de infeções nos estados do sul e oeste, como Florida, Texas, Califórnia, Arizona, Geórgia e Carolina do Norte e Carolina do Sul.

Nova Iorque continua a ser o estado mais fortemente afetado pelo coronavírus nos Estados Unidos, com 395.872 casos confirmados e 32.081 mortes, um número apenas inferior ao do Brasil, Reino Unido e Itália. Só na cidade de Nova Iorque, morreram 23.140 pessoas.

Nova Iorque é seguida pela vizinha Nova Jersey, com 15.164 mortos, Massachusetts, com 8.149, e Illinois, com 7.005. Outros estados com um grande número de mortes são a Pensilvânia (6.746), Michigan (6.215), Califórnia (6.278), Connecticut (4.335).

Em termos de infeções, a Califórnia está atrás apenas de Nova Iorque, com 250.514 casos. O Texas, com 185.244 infetados, e a Florida, com 178.594, ocupam o terceiro e o quarto lugar na estatística de casos confirmados.

Os Estados Unidos são o país no mundo com mais mortos e mais casos de infeção confirmados. O Instituto de Métricas e Avaliações em Saúde da Universidade de Washington, cujos modelos para a evolução da pandemia são frequentemente utilizados pela Casa Branca, estima que o país chegue a outubro com cerca de 175 mil mortes.

 

México supera 245 mil casos e perto de 30 mil mortos

O México está perto de atingir as 30 mil mortos devido à covid-19 e excedeu os 245 mil infetados, ao somar 654 óbitos e 6.740 contágios nas últimas 24 horas, informaram as autoridades. O país contabiliza agora 29.843 óbitos e um total de 245.251 infeções.

Nas últimas 24 horas, 6.740 casos foram confirmados, o que representa um aumento de 2,8% em relação ao dia anterior”, afirmou o diretor de Epidemiologia do Governo mexicano, José Luis Alomía.

Alomía acrescentou que 60% das pessoas infetadas recuperaram com sucesso e que 2.169 das mortes são consideradas suspeitas e as autoridades aguardam os resultados de testes laboratoriais para confirmar a causa do óbito, com a taxa global de mortalidade a atingir atualmente os 4,8%.

O mesmo responsável destacou que os estados que concentram o maior número de casos ativos são Cidade do México, Estado do México, Guanajuato, Nuevo León e Puebla, enquanto aqueles com maior número de mortes são Cidade e Estado do México, Baja California, Veracruz e Puebla.

O México está na quinta semana da etapa chamada “novo normal”, que opera com base num semáforo epidemiológico que marca o risco de contágio.

Este semáforo é um instrumento que gera o alerta para que a população conheça o risco de contrair esta doença e varia do nível máximo (vermelho) ao alto (laranja), médio (amarelo) e baixo (verde).

O diretor geral de Promoção da Saúde, Ricardo Cortés, informou que, para a semana de 6 a 12 de julho, 15 dos 32 estados do México estarão na cor vermelha do semáforo epidemiológico e os outros 17 vão adotar a cor laranja.

Sob o sinal vermelho, os hotéis podem ter 25% de ocupação, os restaurantes só podem vender comida para fora, e os salões de beleza, barbearias e cabeleireiros só funcionam com hora marcada, enquanto os parques abrem para 25% da capacidade.

Nos semáforos laranja, os hotéis aumentam a capacidade para 50%, bem como a ocupação em restaurantes, parques, cabeleireiros e centros comerciais.

 

Brasil ultrapassa 1,5 milhões de casos

O Brasil ultrapassou hoje a barreira de 1,5 milhões de pessoas diagnosticadas com covid-19, totalizando ainda 63.174 mortos devido ao novo coronavírus desde o início da pandemia, informou o executivo.

Os dados fazem parte do último boletim do Ministério da Saúde, que indicou que nas últimas 24 horas foram registados 1.290 óbitos e 42.223 novos infetados pelo novo coronavírus.

A taxa de letalidade da doença no país mantém-se hoje nos 4,1%, momento em que se encontra ainda sob investigação uma eventual relação de 3.968 vítimas mortais com a covid-19. De acordo com o executivo, 488 das 1.290 mortes ocorreram nos últimos três dias, mas foram incluídas nos dados de hoje.

No país sul-americano, dos 1.539.081 casos confirmados, 868.372 pacientes já recuperaram da doença causada pelo novo coronavírus e 607.535 infetados continuam sob acompanhamento.

Além da segunda posição na lista de países com mais mortos e infetados pela pandemia, o Brasil é também a segunda nação com maior número de doentes recuperados da covid-19, apenas atrás dos Estados Unidos da América.

Geograficamente, o foco da pandemia no país está em São Paulo, estado que tem hoje 310.702 pessoas diagnosticadas e 15.694 óbitos, sendo seguido pelo Rio de Janeiro, que acumula 118.956 casos de infeção e 10.500 vítimas mortais.

O Brasil, com uma população estimada de 210 milhões de pessoas, tem hoje uma incidência de 30,1 mortes e 732,4 casos da doença por cada 100 mil habitantes.

O diretor do programa de Emergências Sanitárias da Organização Mundial de Saúde, OMS, Michael Ryan, afirmou que há alguns sinais de estabilização do contágio no Brasil. “Os números estabilizaram-se nos últimos dias. A esperança é de que não voltem a aumentar”, disse Ryan esta sexta-feira, numa conferência de imprensa em Genebra, Suíça.

O Brasil continua a ser um dos países que menos testa a população, numa média de 15,4 mil testes por cada 100 mil habitantes. Em termos de comparação, Portugal testou 118,2 mil cidadãos em cada 100 mil habitantes, de acordo com o portal Worldometer.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde brasileiro, Elcio Franco, a “diferença entre o número de pessoas infetadas é seis vezes maior do que o número de casos notificados” no país, tendo em conta um estudo apresentado na quinta-feira, que dá conta de que o Brasil terá pelo menos oitos milhões de casos confirmados.

Sebastião Moreira / Lusa

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Rússia ultrapassa ‘barreira’ dos 10.000 mortos

O número de vítimas mortais da covid-19 na Rússia ultrapassou hoje a ‘barreira’ dos 10.000 óbitos, após a morte de 168 infetados elevar o total para 10.027, informaram as autoridades sanitárias do país. 9.986 pacientes foram dados como curados nas últimas 24 horas, o que eleva o total de recuperados para 446.879.

Nas últimas 24 horas, Moscovo detetou 6.632 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, em 84 regiões, dos quais 1.960 (29,6%) são assintomáticos, aumentando o total de casos no país para 674.515. Na capital, o principal foco de covid-19 no país, foram detetados 680 novos casos, 25 mortes e 1.620 curados.

A Rússia ocupa atualmente o terceiro lugar na lista de países com mais contágios de covid-19, superada apenas pelos Estados Unidos e pelo Brasil.

 

11 milhões de casos no mundo

A pandemia do novo coronavírus provocou pelo menos 526.663 mortos em todo o mundo e ultrapassou os 11 milhões de casos desde o início da pandemia, segundo um balanço feito pela agência France Presse, a partir de fontes oficiais.

Segundo o balanço mundial, que reflete a situação epidemiológica da covid-19 às (12:00 em Portugal, foram contabilizados 11.103.630 casos confirmados do novo coronavírus, em que pelo menos 5.715.100 deles são considerados curados.

Os números, porém, alerta a France Press, refletem apenas uma fração do total real de contaminações, dado que vários países só realizam testes em casos graves, outros como prioridade para ações de despistagem e outros ainda, os mais desfavorecidos e pobres, têm capacidade limitada de testagens.

Os Estados Unidos, que registaram o primeiro óbito associado à covid-19 no início de fevereiro, continuam a ser o país mais afetado, quer no número de casos quer no de mortes — 2.795.163 infetados e 129.437 óbitos. Pelo menos 790.404 pessoas são consideradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, o país mais afetado é o Brasil, com 63.174 mortes em 1.539.081 casos de infeção, seguido pelo Reino Unido (44.131 mortes em 284.276 casos), Itália (34.833 — 241.184) e França (29.893 — 203.367).

A China, sem os territórios de Hong Kong e de Macau, contabilizou oficialmente um total de 83.545 casos de infeção, 4.634 óbitos e 78.509 curados.

A Europa totaliza hoje 198.878 mortes em 2.706.195 casos, os Estados Unidos e Canadá 138.147 óbitos em 2.900.189, a América Latina e as Caraíbas 124.327 mortes (2.804.894), a Ásia 36.998 mortes (1.431.419), o Médio Oriente 17.289 mortes (801.681), a África 10.891 mortes (449.376) e Oceânia 133 mortes (9.882 casos).

Em Portugal, morreram 1.598 pessoas das 43.156 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde. O balanço da agência noticiosa francesa é realizado com base nos dados recolhidos junto das autoridades nacionais competentes e de informações da OMS.

ZAP // Lusa

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