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Correio da Manhã corrige notícia sobre subornos a Sócrates

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(dr) Jornal de Leiria

Joaquim Paulo Conceição, CEO do Grupo Lena

Joaquim Paulo Conceição, CEO do Grupo Lena

O Correio da Manhã retificou este domingo a manchete de sexta-feira segundo a qual o presidente do Grupo Lena teria confirmado que foram pagas comissões ao ex-primeiro-ministro José Sócrates, atribuindo agora essas declarações ao procurador do Ministério Público.

O jornal admitiu o erro e pediu desculpa a Joaquim Paulo Conceição, atribuindo ao procurador Rosário Teixeira a frase que sustentou a notícia da manchete: “O Grupo Lena procurou apoio do poder político através de Sócrates, a quem pagava”.

O Correio da Manhã atribuiu esta frase ao presidente do grupo Lena, durante o depoimento no Departamento Central de Investigação Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) no âmbito da Operação Marquês.

Apesar da retificação, o jornal refere, no entanto, que “reafirma o essencial dos factos relatados“.

Na sexta-feira, Joaquim Paulo da Conceição negou “total e categoricamente” que, no âmbito do processo da Operação Marquês, reconheceu ter feito pagamentos ao ex-primeiro-ministro José Sócrates para conseguir negócios para as suas empresas.

Em comunicado, Joaquim Paulo da Conceição negou, “na totalidade do seu conteúdo”, a manchete da edição do Correio da Manhã de que confessara ter feito pagamentos a José Sócrates.

Também os advogados de defesa de José Sócrates afirmaram que o presidente do Grupo Lena declarou nunca ter pago “o que quer que fosse” ao seu constituinte nos depoimentos que fez no âmbito do processo.

José Sócrates, 59 anos, foi o primeiro ex-chefe do Governo a ser detido preventivamente em Portugal, indiciado por corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Entre os arguidos no processo estão o ex-administrador da CGD e antigo ministro socialista Armando Vara e a sua filha Bárbara Vara, Carlos Santos Silva, empresário e amigo do ex-primeiro-ministro, Joaquim Barroca, empresário do grupo Lena, João Perna, antigo motorista do ex-líder do PS, Paulo Lalanda de Castro, do grupo Octapharma, Inês do Rosário, mulher de Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e os empresários Diogo Gaspar Ferreira e Rui Mão de Ferro e o empresário luso-angolano Helder Bataglia.

Na quarta-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que concedeu mais 180 dias para a “realização de todas as diligências de investigação consideradas imprescindíveis” na Operação Marquês.

/Lusa

7 Comments

  1. Sempre e sempre, o pasquim “Correio da Manhã”.
    São realmente um jornaleco ordinário. Rectificou a manchete dois dias após “vender” a trafulhice aos leitores. Nesses dois dias alguém foi lesado na imagem não?

  2. Não houvesse o “Pasquim” nada estaria a ser investigado!
    Bem mal está esta Democracia quando as entidades que deveriam fiscalizar a Administração e Gestão Pública, nada veem!
    Ninguem é responsabilizado pelos seus actos, mesmo quando cometidos á margerm da Lei.

  3. A diferença entre pasquim e jornal é que jornais, investigam com seriedade na busca da verdade, não a que convém a alguns mas, simplesmente , a verdade. O pasquim não procura verdade nenhuma, faz sensacionalismo, quer é vender papel, chegando ao cumulo de fazer manchetes mentirosas e, dois dias depois, desmente o que escreveu, no entretanto, prejudicou a imagem de alguém. Para mim isto não é investigar, é especular.

    • Será que não? Basta publicar qualquer coisa sobre o Sócrates (e nem é preciso ser verdade – coisa estranha a este pasquim) que vendem milhões! O povo gosta de se enganado.

  4. “Apesar da retificação, o jornal refere, no entanto, que “reafirma o essencial dos factos relatados“.” – Consegue identificar as duas incongruências nesta frase? Não? Pois digo-lhes: “jornal” e “factos”. Só o facto desta frase ter os dois termos e se referir ao CM é absolutamente risivel! É como diz o Torpedo: é só para “vender papel”!
    Nota: A ZAP não anda muito longe do “calibre” do que alguns chamam de publicação…

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