Cornelius Gurlitt, detentor do “tesouro nazi”, morre aos 81 anos

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Cornelius Gurlitt

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O octogenário alemão Cornelius Gurlitt, em cuja residência foram descobertas em 2012 mais de 1.400 obras de arte, algumas eventualmente retiradas a judeus durante o regime nazi, morreu esta segunda-feira aos 81 anos.

Cornelius Gurlitt morreu ontem [segunda-feira] no seu apartamento de Schwabing (Munique) na presença do seu médico e de um enfermeiro”, referiu o porta-voz do octogenário, Stephan Holzinger, num comunicado, confirmando uma informação avançada pela agência noticiosa alemã dpa.

“Após uma cirurgia cardíaca complicada e um internamento de várias semanas numa clínica, [Gurlitt] manifestou vontade de regressar ao seu apartamento de Schwabing. No seu domicílio, recebeu acompanhamento médico, dia e noite, durante as últimas semanas”, acrescentou a mesma fonte.

Em fevereiro de 2012, mais de 1.400 obras de autores como Picasso, Matisse ou Chagall foram descobertas no apartamento de Cornelius Gurlitt em Munique. As obras tinham sido adquiridas pelo seu pai, Hildebrand Gurlitt, um negociador de arte bem relacionado com o regime nazi que as terá adquirido nos anos 1930 e 1940.

O tesouro privado de Cornelius Gurlitt só seria revelado à opinião pública em novembro de 2013, o que suscitou críticas às autoridades alemãs, que chegaram às obras de arte no âmbito de um processo por fraude fiscal.

O caso Gurlitt relançou o debate sobre a restituição de obras retiradas aos judeus durante o regime do III Reich. A Alemanha assinou a Declaração de Washington, em dezembro de 1998, na qual 44 países se comprometeram a detetar e restituir as obras de artes que foram apropriadas pelo regime nazi.

No passado dia 08 de abril, as autoridades alemãs anunciaram que tinham alcançado um acordo com Cornelius Gurlitt.

Na altura, os governos federal e do estado da Baviera indicaram que o acordo iria possibilitar acelerar a investigação sobre os legítimos proprietários das obras de arte, prevendo um prazo de um ano para a investigação da origem da vasta coleção.

“Os trabalhos cuja origem não seja possível determinar pela equipa de investigação, ao longo de um ano, serão devolvidos a Cornelius Gurlitt”, explicaram na altura as autoridades alemãs, num comunicado.

Segundo o acordo, Cornelius Gurlitt poderia indicar um perito para a equipa de investigação, para assegurar que os seus interesses seriam representados, e os custos da operação seriam suportados pelo Estado alemão.

/Lusa

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