A China está a usar a educação como arma para controlar o Tibete

A China quer obrigar crianças tibetanas a abandonarem as escolas da região e mudarem-se para escolas chinesas. O objetivo, segundo uma especialista, é “tirar o tibetano da criança”.

A batalha geopolítica entre a China e o Tibete dura já há décadas. Os chineses têm um interesse acrescido no pequeno território ao norte da cordilheira dos Himalaias precisamente devido ao seu posicionamento estratégico no continente asiático, que facilita o controlo da região por parte da China.

Influenciando a opinião pública, Pequim estão aos poucos a usar a educação como uma arma para controlar o Tibete. De acordo com o OZY, num pequeno documentário exibido pela China Global Television Netword (CGTN), em abril deste ano, é retratado o ensino na escola de Lhasa, no Tibete. O nome da reportagem é “Um dia com uma estudante tibetana”.

Durante o vídeo com menos de cinco minutos, a jovem protagonista diz que quer continuar a sua educação fora do Tibete, porque acredita que conseguirá aprender mais. Esta narrativa enquadra-se minuciosamente na mentalidade chinesa, levando a acreditar que os jovens querem sair do Tibete para estudar na China.

Importa realçar que a CGTN pertence à CCTV, a maior rede de televisão da República Popular da China, controlada pelo partido comunista.

Além disso, desde maio de 2017, pelo menos duas escolas tibetanas emitiram avisos aos pais para que os seus filhos deixassem de frequentar as aulas nos mosteiros. “As autoridades superiores estarão a vigiar secretamente, e aqueles que violarem os regulamentos serão tratados”, lê-se no aviso.

Em sentido contrário, a China está a tentar forçar crianças tibetanas a estudarem em escolas geridas pelo Estado fora da província. “Estas escolas visam ‘tirar o tibetano da criança’, sob o pretexto de educar uma elite governante da província do Tibete”, explica Vilma Seeberg, especialista em educação tibetana na China.

Assim que os estudantes saem do Tibete, não lhes é permitido interagir com forasteiros e só podem sair do campus se acompanhados por um professor. “É uma aceleração da sua política de assimilação, basicamente transformando tibetanos em chineses“, explicou Vilma.

Também não é permitido que estes estudantes tenham qualquer ligação com atividades religiosas ou supersticiosas, típicas no Tibete.

ZAP //

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