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Chegou ao fim a “missão espinhosa coroada de sucesso” da task force

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Rodrigo Antunes / Lusa

A task force responsável pelo plano de vacinação contra a covid-19 confirmou, esta terça-feira, o fim da missão no contexto da pandemia e a transição para um núcleo de coordenação.

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Tal como tinha sido avançado pelo jornal online Observador ao início da manhã, a task force responsável pelo plano de vacinação contra a covid-19 terminou esta terça-feira a sua missão de planificação e gestão logística no contexto da pandemia.

Em declarações prestadas numa reunião na sede da equipa, no Comando Conjunto das Operações Militares, em Oeiras, o coordenador Henrique Gouveia e Melo – que recebeu o primeiro-ministro, António Costa, a ministra da Saúde, Marta Temido, e o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho – vincou o êxito da operação de vacinação.

“Estamos em 84 e qualquer coisa de segundas doses. Já podíamos ter atingido os 85% de vacinação completa, mas vamos relembrar algumas pessoas e dentro de semana ou semana e meia, senhor primeiro-ministro, terá os 85%”, assegurou o vice-almirante, indicando também que 500 mil jovens já foram vacinados.

Gouveia e Melo confirmou que este é “o último briefing” sobre a pandemia: “Entrego a minha missão ao senhor primeiro-ministro, ao senhor ministro da Defesa e à senhora ministra da Saúde. Está terminada e agora fica um núcleo a fazer a transição.”

Segundo o vice-almirante, este grupo nuclear será dividido em três subgrupos que comunicam com o Governo e com as autoridades de saúde e o desafio agora é “conjugar duas agendas: a vacinação da gripe e a eventual terceira dose da vacinação covid-19”, sublinhando que o processo “vai depender muito” dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), onde são concentrados os agendamentos das vacinas.

“O processo correu muito bem para a covid-19 e estamos a tentar replicar para a gripe”, resumiu, sem deixar de esclarecer que Portugal já tem 480 mil vacinas da gripe em território nacional, num processo de vacinação que “já começou ontem“, arrancando primeiramente pelos lares de idosos.

O vice-almirante explicou que a eventual sobreposição da vacinação da gripe com a administração de uma eventual terceira dose contra a covid-19 não será um problema a nível logístico, face à disponibilidade de vacinas e à continuidade dos atuais centros de vacinação para esta transição.

Temos em stock cerca de dois milhões de vacinas. Não haverá qualquer problema para a terceira dose, seja ele qual for o âmbito”, declarou.

Gouveia e Melo explicou que a campanha de vacinação da gripe deve ficar concluída até 15 de dezembro e destacou a capacidade de administração semanal de 400 mil vacinas. “Estamos preparados para fazer 400 mil vacinas por semana e para terminar o processo até 15 de dezembro.”

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Costa agradece “missão espinhosa coroada de sucesso”

Na sede da task force, António Costa começou por dizer que “este é um momento muito importante” e que “o país deve orgulhar-se da adesão cívica do processo de vacinação”.

“Sem desmerecer quem quer que seja pelo trabalho, sem a adesão dos portugueses teria sido impossível alcançar estes resultados”, destacou o primeiro-ministro, citado pelo Observador.

Costa agradeceu pessoalmente ao vice-almirante e sublinhou também o trabalho de todas as Forças Armadas. “O contributo das Forças Armadas foi essencial. E é justo aqui referir que o vice-almirante e toda a sua equipa, com elementos dos três ramos, reforçou a ideia fundamental de que o país reconheça o quanto é fundamental o investimento nas Forças Armadas”, declarou.

O líder do Executivo destacou também todas as autoridades de saúde, os profissionais de saúde e as autarquias. Foi “uma capacidade de implantação no terreno sem a qual não seria possível” ter chegado tão longe, considerou.

“Desejo-lhe as maiores felicidades na sua vida pessoal e na sua vida profissional. Que agora tenha águas mais calmas e de feição”, disse ainda, lembrando que foi uma “missão espinhosa coroada de sucesso”, cita o jornal online ECO.

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Neste momento, Costa considerou que a “parte mais difícil” é sair da cobertura vacinal acima dos 84% para chegar aos 85% e relembrou que se continua à espera da decisão da Agência Europeia do Medicamento (EMA) sobre uma eventual terceira dose.

Sobre essa questão, assegurou, “Portugal tem toda a margem técnica” para cumprir qualquer que seja a orientação das autoridades de saúde, mesmo que isso signifique que toda a população portuguesa deve receber a dose de reforço.

O primeiro-ministro terminou a sua intervenção dizendo que o sucesso da vacinação é um “motivo de orgulho para todos os portugueses”. “Isto reforça a auto-estima do país, o orgulho do país. É sempre bom saber que neste processo fomos os melhores do mundo.”

Na mesma reunião, a ministra da Saúde também confirmou que a última fase de desconfinamento, prevista para entrar em vigor a 1 de outubro, vai avançar mesmo que até esse dia o país não atinja a cobertura vacinal de 85%.

  ZAP // Lusa

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