Centros de vacinação passam de 192 para 139 em março (e testes antigénio gratuitos de quatro para dois)

José Sena Goulão / Lusa

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales

O processo de vacinação passa agora para os centros de saúde, numa altura em que Portugal já tem 85% da população elegível com dose de reforço.

O número de centros de vacinação no país vai diminuir dos atuais 192 para 139 já na próxima terça-feira, num processo que prevê a transição da vacinação para os centros de saúde, anunciou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales.

“Temos atualmente 192 centros de vacinação e passaremos a 139 a partir de 1 de março. Temos ainda 98 centros e unidades de vacinação que passarão a 145 a partir de março. Este dispositivo terá uma evolução dinâmica ao longo de março e nos meses subsequentes de acordo com as necessidades de vacinação”, adiantou, em conferência de imprensa, em Lisboa.

Segundo o governante, cerca de 85% da população elegível já tem a dose de reforço da vacina contra a covid-19.

“Temos, neste momento, mais de 5,9 milhões de pessoas com dose de reforço, faltando vacinar um universo de cerca de 950 mil pessoas elegíveis à data”, adiantou o secretário de Estado.

O responsável anunciou ainda que o Governo vai prolongar a comparticipação dos testes rápidos de antigénio (TRAg) até ao final de março, mas cada utente passa a ter direito a apenas dois testes gratuitos.

“Entendemos que o regime excecional de comparticipação dos testes rápidos irá continuar em vigor durante o mês de março e passará a incluir dois testes gratuitos por mês para cada utente”, disse Lacerda Sales.

Em janeiro, o executivo já tinha decidido prolongar até ao final de fevereiro o regime excecional que permitia a comparticipação pelo Estado de quatro testes ao SARS-CoV-2 realizados em farmácia ou laboratório por mês.

A medida vai manter-se durante o mês de março, mas cada utente vai passar a poder realizar apenas dois testes gratuitos por mês.

O governante justificou a redução do número de testes comparticipados reafirmando que Portugal está atualmente numa nova fase da pandemia, com uma evolução positiva da situação epidemiológica e o alívio das medidas de contenção.

Entre as novas regras, anunciadas na semana passada, a apresentação de um teste negativo ao SARS-CoV-2 deixou de ser obrigatória em quase todas as situações, à exceção das visitas aos lares e em estabelecimentos de saúde.

“De acordo com a atual evolução epidemiológica, de acordo com o alívio de restrições a que temos assistido, há de facto uma menor necessidade de testagem nos tempos atuais”, sustentou Lacerda Sales.

  ZAP // Lusa

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