Centros comerciais defendem reabertura das lojas já na segunda-feira

victor_nuno / Flickr

A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) defendeu, esta quarta-feira, a reabertura das suas lojas já na próxima segunda, sustentando que podem dar “um contributo fundamental para a retoma da economia”.

Em comunicado, a APCC considera que “as regras que o Governo definiu para a reabertura do comércio — nomeadamente o comércio não alimentar e a restauração — devem aplicar-se também a todos os lojistas dos centros comerciais já a 18 de maio, tal como aconteceu na fase 1 do Plano de Desconfinamento”.

Garantindo que os centros comerciais estão “preparados para reabertura total das lojas” já na próxima segunda-feira, o presidente da associação sustenta que estes estabelecimentos, “responsáveis por mais de 100 mil postos de trabalho em Portugal, podem dar um contributo fundamental para a retoma da economia, pelo que é essencial o seu regresso ao normal funcionamento o mais brevemente possível”.

“É importante que o Governo tenha em conta que as atividades que se mantêm impedidas de funcionar, nomeadamente as atividades do setor não alimentar e restauração para consumo de refeições no interior dos centros comerciais, são responsáveis por uma percentagem significativa das lojas dos centros comerciais e, por isso, têm um peso determinante na retoma da economia”, sustenta António Sampaio de Mattos.

Destacando que estes espaços são “supervisionados em permanência por equipas especializadas para garantir o cumprimento das normas de segurança, higienização, controlo da lotação e distanciamento social”, o dirigente associativo considera “que existe fundamento para os lojistas serem autorizados a abrir também quando as mesmas atividades fora dos centros comerciais vão retomar o seu funcionamento, já no início da próxima semana”.

A APCC recorda que, “mesmo durante o estado de emergência, os centros comerciais se mantiveram em funcionamento para garantir às populações o abastecimento de bens de primeira necessidade e os serviços considerados essenciais pelo Governo e continuam a fazê-lo também nesta primeira fase de retoma das atividades económicas”.

No comunicado, a associação diz que, para além das medidas regulamentares e recomendatórias, elaborou um guia de boas-práticas para a operação em centros comerciais, que entregou à Direção-Geral da Saúde (DGS) e ao Governo e colocou disponível online.

“Este documento será atualizado sempre que se justifique e servirá de check-list aos gestores dos centros, apoiando-os no enquadramento dessas medidas nos seus planos de operação”, refere, salientando a importância de os cidadãos “terem confiança e tranquilidade absolutas no uso dos espaços, com a certeza de que são cumpridas todas as regras de segurança sanitária decorrentes da lei, as recomendações da DGS e as melhores práticas promovidas pela indústria dos Centros Comerciais a nível global”.

Segundo destaca a APCC, a indústria dos centros comerciais “cumpre com os mais elevados padrões de segurança sanitária, que, a par da segurança contra incêndios em edifícios (Safety), da segurança de pessoas e bens (Security), e da segurança alimentar dos espaços de restauração (certificação HACCP), constituem os pilares da operação diária de um centro comercial”.

O plano de desconfinamento, apresentado a 30 de abril pelo Governo, estabeleceu a retoma da atividade, a partir de 4 de maio, do comércio local, designadamente das lojas com porta aberta para a rua até 200 metros quadrados, cabeleireiros, manicures e similares, livrarias e comércio automóvel, independentemente da área.

A partir de 18 de maio será a vez das lojas com porta aberta para a rua até 400 metros quadrados ou partes de lojas até 400 metros quadrados (ou maiores por decisão da autarquia), bem como os restaurantes, cafés e pastelarias/esplanadas.

A 1 de junho, é a vez das lojas com área superior a 400 metros quadrados ou inseridas em centros comerciais retomarem a sua atividade.

A APCC é uma associação de âmbito nacional que agrega empresas investidoras, promotoras e gestoras de centros comerciais e empresas de comércio a retalho e fornecedores de serviços ao setor, contando atualmente com 94 conjuntos comerciais que diz serem representativos de “mais de 90% da área bruta locável (ABL) existente em Portugal”.

// Lusa

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