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Catarina Martins diz que “PS é muito permeável ao poder económico”

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bloco_de_esquerda / Flickr

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins

Apesar de afastar uma coligação pré-eleitoral com o PS em Lisboa, Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, admite que o partido está disponível para dialogar com António Costa, mas sem “chantagens”.

Em entrevista ao Público e à Rádio Renascença, a coordenadora bloquista afastou uma coligação pré-eleitoral em Lisboa e referiu que o atual acordo na capital “é pós-eleitoral e tem sido um bom trabalho”. “Faço uma avaliação muito positiva”, afirmou Catarina Martins.

Ainda assim, admitiu que o Bloco de Esquerda está disponível para dialogar com António Costa, mas sem “chantagens”.

“Lembro, por exemplo, que o PS assegurava que exigir uma auditoria ao Novo Banco antes de lá colocar mais dinheiro público provocaria uma crise bancária iminente, que não aconteceu. Ou seja, o argumento da chantagem e da provocação, menorizando as propostas do BE, como se o BE estivesse a ser irresponsável. A nossa proposta foi aprovada e nada disso aconteceu”, contou.

As críticas ao PS não ficaram por aqui, com a bloquista a frisar que o PS tem feito “um caminho de afastamento daquilo que tinha sido a legislatura anterior”, sem novos acordos e sem querer negociar “medidas sociais que respondessem de uma forma mais universal e consistente aos trabalhadores que ficaram sem emprego durante a pandemia”.

Além disso, acusou o partido de se ter afastado na saúde de uma “resposta mais forte para garantir os profissionais e instrumentos necessários”.

Catarina Martins afirmou, contudo, que o Bloco continua disponível para negociar com o Governo, mas sublinhou que “o objetivo da negociação não pode ser ‘ou aceitam isto ou não há caminho’. “Nós continuamos com abertura, mas com abertura para discutir soluções.”

Na mesma entrevista, Catarina Martins disse que “o PS é muito permeável ao poder económico”. Por esse motivo, a bloquista disse “temer” que a permeabilidade aumente com a bazuca europeia.

“Não há abertura do Governo a alterar relações estruturais no país, para que estes investimentos europeus tenham uma repercussão real nas condições de vida das classes trabalhadoras”, afirmou.

  ZAP //

3 Comments

  1. Onde se lê
    ‘Catarina Martins disse que “o PS é muito permeável ao poder económico”’
    leia-se
    ‘Catarina Martins tem pena que o PS não seja mais permeável ao poder dela.’

    Mas a Menina do BE até tem razão. Só teria mais razão se dissesse que o PS é muito IMpermeável a quem não tenha familiares bem colocados no PS. No fundo é tudo uma questão de pedigree.
    Ainda bem que são Republicanos. De boa casta, evidentemente.

  2. Ó Terça-feira, não ouviu já dizer que uma andorinha não faz a primavera?! Os bandos de andorinhas que fazem as outras primaveras é que são muito mais problemáticos! Não vale a pena tapar o sol com a peneira!!

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