Cada português já pagou 1950 euros para salvar bancos

European Parliament / Flickr

Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu

Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu

De acordo com um novo estudo lançado pelo Banco Central Europeu, entre 2008 e 2014, a ajuda de Portugal para salvar os bancos custou 19,5 mil milhões de euros, o que equivale a 1950 euros por cada habitante.

Os contribuintes portugueses foram chamados a gastar o equivalente a 11,3% do PIB para ajudar e salvar bancos, ou seja, 19,5 mil milhões de euros diz o Banco Central Europeu num estudo sobre o “impacto orçamental do apoio ao setor financeiro durante a crise”.

Esta não é uma das maiores fatias da zona euro, já que, por exemplo, na Irlanda o custo atingiu 31,1% do PIB, na Grécia chegou a 22,1% e na Irlanda foi de 18,8%, diz o Diário de Notícias.

No entanto, o governo português falhou redondamente em reaver esse dinheiro público, já que a taxa de recuperação dos ativos foi praticamente nula.

A taxa foi “particularmente baixa na Irlanda, em Chipre e Portugal, ao passo que é relativamente alta na Holanda” pode ler-se no estudo.

“A maioria dos governos da zona do euro apoiaram o setor financeiro com um conjunto de medidas”, mas estas variaram de país para país e isso refletiu-se na forma como os países recuperaram o seu capital.

De acordo com o DN, algumas das medidas foram, por exemplo, comprar os ativos ilíquidos dos bancos, com empréstimos diretos às instituições; comprar ativos, incluindo ações, e títulos de dívida, tendo os governos dado em troca dinheiro ou outros colaterais a preços de mercado; injetar capital nas instituições em dificuldades comprando ativos “bem acima do valor de mercado”.

“Estas recapitalizações tinham o objetivo de cobrir as perdas acumuladas dos bancos e eventualmente resultaram em perdas para os governos”.

A ajuda à banca já custou 19,5 mil milhões aos portugueses, o que se traduz em 1950 euros por cada português.

Já o feito acumulado no défice português foi de 2,9% do PIB ou 5018 milhões de euros.

ZAP

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8 COMENTÁRIOS

  1. É por essas e por outras, que os que eram remediados estão pobres, os pobres estão mais pobres e os ricos estão mais ricos…
    Quem originou a crise quem foi?

  2. A mim ninguém me pediu NADA! E mesmo assim usaram o NOSSO dinheiro!
    Por mim, teria bem ajudado os pobres coitados que ficaram sem as poupanças de uma vida! A esses, teria todo o gosto em ter ajudado com os meus impostos! Não os bancos sanguessugas!!!
    Olhem para o exemplo da Islândia! Banqueiros criminosos julgados. Nem um tusto mais para essa corja que só faz asneiras usando o dinheiro dos OUTROS!

  3. Partindo da cacha noticiosa, se foi necessário comprar “ativos ilíquidos dos bancos, com empréstimos diretos às instituições; comprar ativos, incluindo ações, e títulos de dívida, tendo os governos dado em troca dinheiro ou outros colaterais a preços de mercado; injetar capital nas instituições em dificuldades comprando ativos “bem acima do valor de mercado”” então a extrapolação do relatório e da própria notícia peca por não referir os efeitos observados entre 2008 e 2011(anterior ao resgate) e o mesmo entre 2011 e 2014! O que seria curioso, uma vez que a dívida subiu a “2 velocidades” desde 2007 até ao 1º semestre de 2011 e depois daquele ano!

  4. “…No entanto, o governo português falhou redondamente em reaver esse dinheiro público, já que a taxa de recuperação dos ativos foi praticamente nula.”
    De 2008 a 2014… Dois governos iguais!!

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