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Bruxelas chega a acordo para compra de possível vacina da AstraZeneca

John Thys / EPA

Ursula Von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia

A Comissão Europeia anunciou, esta sexta-feira, um primeiro acordo com a farmacêutica AstraZeneca para a compra de 300 milhões de doses de uma potencial vacina contra a covid-19, com uma opção de mais 100 milhões em nome dos Estados-membros.

Hoje foi negociada uma base negocial, que será concluída se a vacina que está a ser desenvolvida pela AstraZeneca se revelar eficaz face ao novo coronavírus, e o Executivo comunitário salientou ainda, em comunicado, que continua a discutir acordos semelhantes com outros fabricantes de vacinas.

O acordo hoje aprovado será financiado com o Instrumento de Apoio de Emergência, que dispõe de fundos dedicados à criação de uma carteira de potenciais vacinas com diferentes perfis e produzidas por diferentes empresas.

A candidata a vacina da AstraZeneca já se encontra na Fase II/III de ensaios clínicos em larga escala, após resultados promissores na Fase I/II no que diz respeito à segurança e imunogenicidade.

Na quinta-feira, a presidente da Comissão Europeia anunciou que o Executivo comunitário também está a negociar com a Johnson & Johnson 400 milhões de doses da sua futura vacina contra a covid-19.

“As conversações com a Johnson & Johnson para garantir 200 milhões de doses de uma futura vacina contra o coronavírus, com a possibilidade de se estender a mais 200 milhões, estão a avançar bem“, escreveu Ursula von der Leyen no Twitter.

Este é “outro passo importante para garantir o acesso europeu a vacinas acessíveis e de alta qualidade”, acrescentou a presidente da Comissão Europeia.

De acordo com o semanário Expresso, no final de julho, o Executivo comunitário também concluiu as negociações com a farmacêutica francesa Sanofi para a compra de uma futura vacina contra a covid-19.

Recorde-se que, esta semana, a Rússia tornou-se o primeiro país do mundo a registar uma vacina contra a doença, chamada “Sputnik V”. Mas quilo que deveria ser uma boa novidade tem, na verdade, levantado sérias preocupações entre a comunidade científica.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 750 mil mortos e infetou quase 21 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência France-Presse (AFP).

  ZAP // Lusa

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