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Morte de Bruno Candé. PJ não exclui crime racial

Bruno Candé Marques / Facebook

O ator Bruno Candé Marques, morto a tiro em Moscavide, Loures

A PJ, que está a investigar o assassinato do ator Bruno Candé, não exclui a hipótese de motivação racial. Vários moradores dizem ter ouvido insultos racistas.

De acordo com o Diário de Notícias, a PJ não exclui a hipótese de motivação racial no assassinato do ator Bruno Candé, mas também ainda não tem elementos suficientes que lhe permitam estabelecer se foi essa a causa.

Fonte policial disse ao jornal que o homicida negou tê-lo feito por motivos racistas, mas sim porque queria vingar-se de uma agressão que teria sofrido dias antes – um suposto empurrão –, mais um episódio de um conflito que já era antigo por causa da cadela do ator.

O homem, de 80 anos, que, esta segunda-feira, ficou em prisão preventiva, disparou quatro tiros à queima-roupa contra Candé, no sábado, em Moscavide, Loures. A mesma fonte disse ao DN que a arma utilizada no crime era uma antiga arma da PSP, desaparecida nos anos 90.

Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, foram inquiridas seis testemunhas no local após o assassinato e nenhuma falou de racismo. Porém, os relatos à comunicação social feitos por populares, esta segunda-feira, revelam o contrário.

Vários moradores afirmaram que o autor dos disparos terá dito palavras como “vai para a tua terra” e “volta para a sanzala”, cita o diário.

Em declarações ao jornal Público, comerciantes do local onde o ator foi assassinado também falam em insultos racistas, assim como em ameaças de morte. “Tenho armas do Ultramar em casa e vou-te matar”, disse o homicida.

Ao contrário do que foi veiculado nos media, o arguido não era enfermeiro reformado. Foi, sim, auxiliar de ação médica e é casado. Tem como advogada oficiosa Alexandra Bordalo Gonçalves, presidente do conselho de deontologia de Lisboa da Ordem dos Advogados, acrescenta o jornal.

Bruno Candé tinha 39 anos, era ator da companhia de teatro Casa Conveniente e já tinha participando em telenovelas. De nacionalidade portuguesa, mas de ascendência guineense, deixa três filhos menores, de sete, cinco e três anos.

  ZAP //

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