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Bloco sobre Presidenciais: “PS anda muito agitado”

Bloco de Esquerda / Flickr

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins

A coordenadora bloquista disse esta segunda-feira que o Bloco de Esquerda apresentará “no seu tempo” a “sua candidatura” à Presidência da República, considerando ainda que e o PS “anda muito agitado” com este tema.

“Eu julgo que o PS está muito agitado no debate das presidenciais. Esse é um problema dos militantes do PS. O Bloco de Esquerda, no seu tempo, apresentará naturalmente a sua candidatura”, respondeu Catarina Martins, após questionada sobre a possibilidade de a socialista Ana Gomes concorrer à próximas eleições presidenciais e se o partido a apoiaria.

No final de uma reunião com a Associação de Profissionais de Educação de Infância, na sede do BE, em Lisboa, Catarina Martins defendeu que este tema, “para o resto do país, incluindo para o Bloco, não é a prioridade neste momento”.

Perante a insistência dos jornalistas sobre o timing dos bloquistas para esta decisão sobre a corrida ao Palácio de Belém, a coordenadora do BE apontou que “no PS existe uma tensão e, portanto, seja tema para os militantes do PS, mas para o resto do país, incluindo para o Bloco, não é, de facto, a prioridade neste momento”.

Há tempo, não teria nenhum sentido se fosse essa a prioridade”, reiterou, citada pela agência Lusa. De acordo com Catarina Martins, as eleições presidenciais são “um debate que o Bloco faz com muita naturalidade”.

“Eu devo dizer que considero até que estamos numa posição particularmente privilegiada na forma como podemos fazer esse debate interno e nas soluções que temos para esse momento”, afirmou, frisando que este não é o momento para esse debate.

Estamos a começar o desconfinamento, as pessoas estão preocupadas se podem levar as crianças à creche ou à escola, como vão ser os transportes para ir ao trabalho, como é que funciona com estas novas medidas”, lembrou.

No domingo à noite, a ex-eurodeputada socialista Ana Gomes afirmou que vai refletir sobre as presidenciais, embora não ambicionasse ser candidata, por considerar que “mudou muita coisa” com o primeiro-ministro, António Costa, a antecipar um segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.

  ZAP // Lusa

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