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“Estamos muito preocupados.” De mão dada com a cautela, Bélgica anuncia novas restrições

Francois Lenoir / EPA

Sophie Wilmès, primeira ministra da Bélgica

O aumento do número de novas infeções de covid-19 fez o Governo belga anunciar novas restrições, não afastando a possibilidade de um novo confinamento.

Esta segunda-feira, o Governo belga anunciou um conjunto de novas medidas e restrições, alargadas a todo o território, que tem como principal objetivo reduzir drasticamente o número de contactos, de forma a evitar novos contágios. O Diário de Notícias avança, contudo, que o país não afasta a possibilidade de um novo confinamento geral.

Sophie Wilmès, primeira-ministra belga, não escondeu a preocupação do Executivo. “E, é por isso que agimos hoje, para mantermos a situação sob-controlo”, afirmou a governante, apresentando um conjunto de medidas que estão a ser interpretadas como um confinamento social.

“Até agora a bolha social [de contactos] para cada um, era de 15 pessoas por semana. Depois de amanhã passará a ser de cinco pessoas. Sempre as mesmas, durante as próximas quatro semanas, para todo o lar familiar. Fazemos a contagem por habitação e não por indivíduo”, acrescentou Wilmès.

As idas ao supermercado passam a ter condições idênticas às do período de confinamento: “Fazer as compras sozinho, ou acompanhado de um menor, que viva na mesma habitação, ou por alguém que precise de assistência. E, isto durante um período de apenas 30 minutos.”

Já as empresas deverão privilegiar o teletrabalho, arranjando formas de implementar sistemas de rotação entre trabalhadores.

“O objetivo é muito claro: evitarmos um confinamento generalizado, e evitarmos por em perigo a rentrée de setembro”, disse a primeira-ministra belga, no dia em que o foram confirmados 66.026 infeções, das quais 528 foram registadas nas últimas 24 horas.

O número de vítimas mortais ascende às 9821, com quatro registadas esta segunda-feira.

  ZAP //

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