Avião da Chapecoense não tinha combustível. Tripulação sabia e ignorou

Cleberson Silva / Chapecoense

De acordo com o inquérito final ao acidente com o avião que transportava a equipa da Chapecoense e que matou 71 pessoas em novembro de 2016 a tripulação sabia que o avião tinha menos 2300 quilos de combustível e ignorou.

A 28 de novembro de 2016 o avião que transportava a equipa brasileira de futebol Chapecoense despenhou-se na Colômbia, provocando a morte de 71 pessoas.

A investigação ao acidente, que durou um ano e cinco meses, culminou esta sexta-feira com a apresentação pela Aeronáutica Civil da Colômbia das conclusões do relatório, que apontam que foi a falta de combustível que provocou o acidente.

De acordo com o Observador, o relatório avança que o combustível na aeronave não era suficiente para realizar o voo entre Santa Cruz e Medellín e a tripulação sabia disso. O avião descolou com 2302 quilos de combustível a menos do que o necessário.

O British Aerospace 146 que fazia a ligação entre Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e Rionegro, na Colômbia, não cumpriu as normas de segurança internacionais, que estipulam que um voo deve ter combustível suficiente não só para chegar ao aeroporto de destino, mas também para aterrar num aeroporto alternativo em caso de necessidade, e ainda mais 30 minutos de reserva.

40 minutos antes de o avião se despenhar, já tinha sido ativado o modo de emergência. A tripulação ignorou os avisos sonoros e a luz vermelha emitida na cabine. Além disso, o relatório revela também que os pilotos não avisaram o controlo de tráfego aéreo sobre o que se estava a passar. Os motores acabaram por parar e o avião planou até atingir o solo.

A investigação assegura também que toda a tripulação era experiente e apresentava toda a documentação necessária para o voo, embora a companhia aérea boliviana Lamia à qual pertencia o avião estivesse numa situação financeira precária com ordenados em atraso e má organização dos voos.

O relatório avança ainda que a empresa não cumpria os requisitos das autoridades da aviação civil em relação ao abastecimento de combustível.

ZAP //

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5 COMENTÁRIOS

    • E se não fosses ignorante (e não seguisses a “lei do menor esforço”) saberias que o director dessa companhia aérea foi detido e acusado de homicídio!!
      Além disso, essa comparação é muito estúpida porque a morte de 71 pessoas num acidente aéreo não se pode comparar com o facto de alguém não ter carta de carro ou seguro (e que dificilmente dá cadeia!) – a não ser que já haja pena de prisão por palermice!…

      • “…não se pode comparar com o facto de alguém não ter carta de carro ou seguro (e que dificilmente dá cadeia!)…”

        Vem o palonso do Eu! elucidar-nos uma vez mais com os seus disparates jurídicos de casa-de-banho! Então e se o prezado condutor, não devidamente habilitado a fazê-lo, matar 5 ou 6 pessoas num acidente ou numa passadeira? A sua estreita cabeça ainda conflui na mesma conclusão?

  1. Se a tripulação sabia e ignorou é porque bem lá no fundo já tinham algo de loucos e irresponsáveis, a única coisa que tinham a fazer era recusarem voar enquanto não tivessem garantias de tudo estar devidamente conforme as exigências de voo.

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