Siza Vieira admite aulas por canais “estilo youtube” ou TV por cabo

Manuel De Almeida / Lusa

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira (C), ladeado pela ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho (E), e pela ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque (D)

O Governo está a estudar soluções que garantam que todos os alunos têm acesso aos conteúdos educativos no terceiro período, adiantou o ministro da Economia.

O Governo está a estudar soluções que garantam que todos os alunos têm acesso aos conteúdos educativos no terceiro período, perante a possibilidade de as escolas continuarem encerradas depois das férias da Páscoa, adiantou o ministro da Economia.

Numa entrevista ao programa “Gente que conta” do Porto Canal, que vai ser transmitida no sábado à noite, questionado sobre como vai o Governo garantir que todos os alunos vão ter acesso aos conteúdos educativos durante o terceiro período, nomeadamente os que não têm acesso à Internet, o ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, adiantou que estão a ser estudadas várias soluções, que podem passar por canais “do estilo YouTube”, que permitem a transmissão de vários conteúdos em simultâneo ou também por fazer chegar os conteúdos pela televisão por cabo.

Oitenta e três por cento dos lares em Portugal têm TV cabo. Podemos fazer chegar conteúdos às crianças também por essa via”, referiu o ministro, acentuando que não será um regresso à “Telescola” (até porque a quantidade de anos letivos em causa não permute replicar um modelo que em tempos foi aplicado apenas aos 5.º e 6.º anos), mas um modelo mais próximo de canais do estilo do Youtube.

Na entrevista conduzida por Paulo Baldaia, o ministro foi confrontado com as críticas que se fizeram ouvir nestes últimos dias pelo facto de os alunos sem acesso à Internet não terem possibilidade de manter o contacto com os professores e continuarem a ter aulas.

Na resposta, o ministro referiu que várias hipóteses estão a ser estudadas, que esta é também uma realidade “que nos mostra como temos de ser rápidos” e garantiu que o Ministério da Educação “está muito focado nesta situação”´.

Sobre as duas últimas semanas de aulas, Pedro Siza Vieira referiu que foi “muito impressionante” verificar como as escolas, os diretores de turma e os professores se mobilizaram para, “de um momento para o outro, conseguirem manter o apoio pedagógico”, recorrendo a meios cuja utilização, em circunstâncias normais, ainda há pouco tempo “teria criado resistência”.

Relativamente à resposta que tem sido dada face ao evoluir do surto de covid-19, Pedro Siza Vieira afirmou que Portugal foi o país que mais cedo tomou medidas. “Tivemos a primeira infeção em 2 de março e no dia 12 de março fechámos as escola”, referiu, lembrando que em 14 de março estavam a ser anunciadas medidas de apoio à tesouraria das empresas e que em 15 de março era aprovado o ‘lay-off’ simplificado.

“Outros países que já estavam com um histórico de infeções com mais um mês do que nós, tomaram estas decisões mais tarde”, referiu para acrescentar que tem noção de que, perante esta pandemia causada pelo novo coronavírus, “estamos permanentemente a aprender”, seja na área da saúde, na área educativa ou na económica.

Lusa // Lusa

PARTILHAR

RESPONDER

Câmara do Porto recusa hastear bandeira LGBT no dia contra a homofobia

A Câmara Municipal do Porto recusou hastear a bandeira LGBTI+ na próxima segunda-feira, dia 17 de Maio, data em que se assinala o Dia Internacional Contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia. Segundo o Público, a autarquia …

E se fosse possível passar um mês no Palácio de Buckingham? O preço não seria para qualquer bolso

Viver num palácio pode ser o sonho de muitos, mas não é para a carteira de qualquer um. Agora, já se sabe quanto custaria alugar, durante um mês, uma das casas reais mais conhecidas da …

Cavaco Silva considera que seria "chocante" PSD aprovar reforma das Forças Armadas

O ex-Presidente da República defende que é "um erro grave" a reforma das Forças Armadas que o ministro da Defesa pretende fazer, afirmando que seria para si "chocante" ver o PSD aprová-la. "Considero um erro grave …

Risco de ser hospitalizado ou morrer de covid diminui 90% após vacinação

O risco de um adulto ser hospitalizado ou morrer por covid-19 diminui 90% a 95% passados 35 dias sobre o início da vacinação, conclui um estudo divulgado este sábado pelo Instituto Nacional de Saúde de …

No Japão, combater a pandemia implica pedir ajuda a um grande gato cor-de-rosa

Um super-herói mascarado patrulha dois dos distritos mais movimentados de Tóquio para ajudar os cidadãos japoneses a derrotar o coronavírus. O seu nome é Koronon e é um gato cor-de-rosa. O cruzado é um mascote com …

Portugal regista mais uma morte e 334 novos casos. Internamentos voltam a subir

Nas últimas 24 horas, foram confirmados 334 novos casos e registou-se mais um óbito. O boletim deste domingo dá ainda conta de mais 229 recuperados. Segundo o boletim epidemiológico deste domingo, dia 16 de maio, atualmente …

Romualda Fernandes - PS

"Senti alguma dor". Romualda Fernandes fala sobre a atitude racista da qual foi vítima

Romualda Fernandes pronuncia-se pela primeira vez sobre a notícia da Lusa para dizer que aquilo que a define não é a cor da pele, mas os seus valores. Em causa está uma notícia da Agência Lusa, …

Elefantes encontrados mortos numa reserva florestal. Envenenamento pode ser a causa

As autoridades estão a tentar perceber de que forma é que os 18 elefantes selvagens asiáticos morreram no nordeste da Índia. Os elefantes, que incluíam cinco filhotes, foram encontrados mortos na reserva florestal protegida de Kondali, …

"Máxima segurança". Porto de Lisboa com protocolo de segurança para receber cruzeiros

A administração do Porto de Lisboa assinalou este domingo o regresso do movimento de passageiros de cruzeiros a partir desta segunda-feira, com o levantamento das restrições ao desembarque de passageiros em viagens não essenciais, sublinhando …

”Terrível engano”. Programa do Governo para incentivar regresso dos emigrantes exclui as ilhas

O Programa Regressar, criado em 2019 pelo Governo da República para incentivar o regresso dos emigrantes ao país, descrimina os Açores e a Madeira. O Governo prolongou os apoios (que podem chegar aos 7679 euros por …