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Ana Gomes pede à PGR para reavaliar legalidade do Chega

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European Committee of the Regions / Flickr

Ana Gomes, ex-eurodeputada do Partido Socialista

Ana Gomes avanço com um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que haja uma reavaliação da legalidade do partido Chega.

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O Diário de Notícias avança, esta quarta-feira, que Ana Gomes cumpriu a promessa feita durante a campanha e decidiu avançar com um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que haja uma reavaliação da legalidade do partido Chega, legalizado em 2019.

Para justificar a reavaliação, a antiga eurodeputada do PS baseia-se em várias citações do líder do partido, André Ventura.

“O Tribunal Constitucional [TC] e o Ministério Público [MP] não podem continuar a eximir-se à responsabilidade que lhe está cometida”, escreveu a ex-diplomada no pedido, exigindo à PGR que “instrua o MP a desencadear um processo de reapreciação da legalidade do Partido Chega pelo TC e de consideração da eventual extinção judicial desse partido”.

Ana Gomes pede também que seja investigada a origem do financiamento do partido, os seus líderes e “as agressões, ameaças e incitamentos à violência que o referido partido, seus dirigentes e diversos militantes vêm desencadeando contra jornalistas e ativistas políticos, incluindo a signatária”.

A ex-candidata a Belém, que ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais, acrescentou ainda ter sido alvo de “ameaças e ofensas” no Twitter, “incluindo com a ominosa instigação pública ‘não és bem-vinda'”.

“Cabe ao MP requerer a extinção de partidos políticos qualificados como partido armado ou de tipo militar, militarizado ou paramilitar, ou como organização racista ou que perfilha a ideologia fascista”, lê-se na carta, citada pelo matutino.

Segundo o diário, Ana Gomes quer fazer chegar a participação “à presidente da Comissão Europeia, ao presidente do Parlamento Europeu, ao diretor da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, ao secretário-geral do Conselho da Europa, ao secretário-geral da ONU e aos diretores da Europol e do Eurojust”.

  Liliana Malainho, ZAP //

12 Comments

  1. Andam incomodados.. não vá ir para o poder alguém que não seja corrupto e mesquinho, e que diga o que vai na cabeça de todos.

    • Com o Chega não há esse problema porque além do partiddo ser apoiado por todo tipo de criminosos (o presidente do Chega Porto ligado à máfia da noite e aos Super Dragões fugiu recentemente para o Brasil!), começaram logo na criação do partido com inúmeras vigarices!!
      Bandidos, corruptos e mesqueinhos não faltam à volta do Chega!…dentro da própria seita, eles até se ameaçam de morte uns aos outros!…

  2. Se estamos numa democracia temos que ter liberdade para tudo extrema esq. esq centro direita extrema dir.
    Pode nao agradar a esta senhora mas é assim.

    • O problema não é a ideologia que está subjacente ao partido politico. Nesse aspeto a Democracia permite tudo.

      Existem no entanto coisas (que são crimes já agora) como xenofobia, racismo, incitamento à violência, financiamento ilícito, etc, etc, etc (falo de um modo genérico sem associar diretamente este tipo de prática ao partido em causa) que não podem ser permitidos e que, a provarem-se as práticas, poderão constituir por si só, causa de ilegalidade do partido politico em causa e motivo (e bem!!) da sua extinção.

      A comprovarem-se as práticas, pouco importa quantas pessoas votaram ou se reveem no CHEGA.

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