Cerveja pode ficar cinco vezes mais cara devido às alterações climáticas

Más notícias para os amantes de cerveja. As alterações climáticas, além de elevarem o nível médio de mar e causarem furacões mais fortes e incêndios mais intensos, podem também prejudicar a produção e, consequente, a oferta de cerveja a nível mundial. Prevê-se que os preços venham a disparar.

Segundo um novo estudo, publicado nesta segunda-feira na revista científica Nature Plants, as secas e as ondas de calor cada vez mais intensas podem causar quebras acentuadas na produção de cevada – um dos principais ingredientes da cerveja.

Levada a cabo por uma equipa internacional de cientistas, a investigação prevê que as mudanças climáticas podem afetar de forma severa o fornecimento global de cerveja. Além disso, os modelos económicos utilizados no estudo apontam também para uma forte possibilidade de os preços aumentarem em vários países face à quebra na produção.

De acordo com os investigadores, um dos primeiros efeitos deste declínio será um aumento acentuado dos preços da bebida. O estudo vai ainda mais longe, referindo que um pack de seis cervejas poderá mesmo vir a custar mais de 17 euros – ou seja, o preço pode quintuplicar face ao preço atual de uma cerveja.

“O mundo enfrenta muitas consequências devido às alterações climáticas que põem em causa a própria vida e, por isso, o facto das pessoas terem que gastar um pouco mais para beber uma cerveja pode parecer trivial em comparação com os outros problemas”, disse Steven Davis, coautor do estudo.

No entanto, frisa, “há definitivamente um apelo intercultural no consumo de cerveja” e, o facto deste produto poder não aparecer com a mesma oferta no fim de um dia quente pode fazer aumentar as queixas dos consumidores, sustentou.

O especialista disse ainda que a equipa de investigação criou vários cenários a partir dos níveis atuais e estimativas futuras de combustão de combustíveis fósseis e emissões de dióxido de carbono.

No cenário mais pessimista, os especialistas projetaram que as partes do mundo onde se produz cevada – incluindo as grandes planícies a norte, as pradarias do Canadá, a Europa, a Austrália e a estepe asiática, vão sentir secas mais frequentes e ondas de calor mais recorrentes – o que fará diminuir a produção deste grão de 3% para 17%.

“O estudo mostra ainda que mesmo um aquecimento global moderado levará ao aumento das secas e dos períodos excessivos de calor nas áreas de cultivo da cevada”, pode ainda ler-se nas previsões do estudo recentemente publicado.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Tudo o resto é tolerável. O Costa até pode continuar a roubar o país como nos tempos dos kamov, do siresp, do 44 e por aí fora. Agora aumentar o preço da bujeca… isso é que não…

  2. Que raio de maneira para ir aumentar o preço desse néctar.
    Parece a história do azeite de há 2 anos que se vaticinava que com o calor a produção iria baixar imenso e que no ano seguinte haveria pouco azeite vai daí subiu de preço para perto do dobro e afinal no ano seguinte, no ano passado, foi das melhores produções de azeite das ultimas décadas mas o preço a seguir nunca baixou.
    Não tenho pena nenhuma da maioria dos comerciantes quando veio o €uro o que subia normalmente no inicio do ano alguns tostões agora sobe todos os meses ou mesmo todas as semanas e alguns artigos vêm publicitados “é só mais 1 euro” CHULOS

  3. Digam-me uma coisa que irá ficar mais barata, com este aquecimento global… será uma num milhão…
    “Aquecimento global” antropogénico = €€€€€€€

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