Alemanha aprova multas até 2.500 euros para pais que não vacinem filhos contra sarampo

A decisão aprovada, esta quarta-feira, estabelece que as multas poderão chegar aos 2.500 euros e também determina a exclusão de crianças não vacinadas do direito às creches.

O conselho de ministros da Alemanha aprovou, esta quarta-feira, multas que poderão chegar aos 2.500 euros para os pais que decidam não vacinar contra o sarampo os seus filhos em idade escolar.

A decisão aprovada hoje entra em vigor em março do próximo ano e também impõe que as crianças em centros de refugiados sejam vacinadas, e inclui a exclusão de crianças não vacinadas do direito de frequentarem as creches.

“Queremos, dentro do possível, evitar que todas as crianças estejam expostas ao sarampo porque é uma doença altamente contagiosa e pode ter uma evolução muito má, às vezes fatal”, argumentou o ministro da Saúde, Jens Spahn.

De acordo com os dados oficiais, no ano passado registaram-se no país um total de 543 casos de sarampo e este ano, até ao momento, já foram contabilizados mais de 400.

A decisão do Conselho de Ministros surge num momento em que na Alemanha, assim como na maior parte da Europa, vários grupos questionam a importância das vacinas.

Um estudo divulgado, em maio, na revista de acesso BMC Medicine alerta que o risco de infeção por sarampo pode aumentar 50% até 2050.

Um relatório do Centro Europeu do Controlo de Doenças do mesmo mês analisou os dados do sarampo em 30 países europeus entre 1 de abril de 2018 e 31 de março de 2019, apontando para um total de 11.383 casos, 22 deles mortais. Só nos primeiros três meses de 2019 houve já quase quatro mil casos.

Itália, França, Roménia, Grécia e Reino Unido surgiram como os cinco países com maior número de casos no último ano analisado. Portugal surgiu como um dos países com o menor número de casos por milhão de habitantes (6,6), bem distante de França, Itália ou Luxemburgo, todos com mais de 30 casos por milhão de habitantes e também longe da média dos 30 países, com uma taxa de 22 casos por milhão de habitantes.

  ZAP // Lusa

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