Alemanha confirma dois casos e Itália anuncia um contágio com a nova variante

Luís Fonseca / Lusa

A Alemanha confirmou dois casos da nova variante Ómicron e a Itália notificou o primeiro, anunciaram as autoridades dos dois países.

No caso da Alemanha, os dois casos dizem respeito a viajantes provenientes da África do Sul e que entraram no país através do aeroporto de Munique, anunciaram as autoridades regionais.

“Dois casos suspeitos da nova variante do coronavírus Ómicron, classificado como variante preocupante pela Organização Mundial de Saúde (OMS), foram confirmados na Baviera”, anunciou num comunicado o ministro da Saúde deste estado regional do sul da Alemanha.

Quanto à Itália, o primeiro caso da variante Ómicron foi detetado num doente proveniente de Moçambique, anunciou ao início da noite o Instituto Superior de Saúde (ISS), tutelado pelo executivo italiano.

Segundo o ISS, “o doente e os membros da sua família estão em bom estado de saúde”.

Também este sábado o Reino Unido confirmou os primeiros dois casos da nova variante e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou em conferência de imprensa a reintrodução de restrições para tentar travar os contágios, entre as quais a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços comerciais e transportes públicos.

Entre as novas medidas anunciadas, figura ainda a obrigatoriedade de os viajantes vacinados que entrem no país fazerem um teste PCR em vez do de antigénio, como sucedia até aqui, e terem de ficar confinados até à chegada do resultado.

Além disso, todas as pessoas que estiveram em contacto com um caso suspeito da variante devem fazer isolamento durante 10 dias.

Boris, que antes do verão tinha levantado todas as limitações em Inglaterra, sublinhou a importância de “ganhar tempo”, minimizando os contágios, até que os peritos determinem o efeito da nova variante, que, disse, “parece transmitir-se muito rapidamente” e “entre pessoas com a vacinação completa”.

Este sábado, Graça Freitas disse que “há casos em investigação” da nova variante em Portugal, mas “não se pode dizer que são casos suspeitos”.

“São casos que estão a ser investigados” de pessoas que vieram da África Austral, o epicentro da nova variante, explicou a diretora-geral da Saúde.

É óbvio que estamos preocupados“, acrescentou a responsável, apelando a quem tenha viajado da África Austral e Angola que se dirija a uma farmácia e faça um teste rápido antigénio. Cinco dias depois da chegada ao país, o teste deve ser repetido.

  ZAP // Lusa

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