Adeus, Philae! Rosetta corta contacto com módulo ao fim de um ano sem sinais

ESA

Esboço artístico da sonda Philae da nave Rosetta no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko

Esboço artístico da sonda Philae da nave Rosetta no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) cortou as comunicações com o módulo de aterragem Philae, parte da sonda espacial Rosetta, depois de um ano sem receber sinais.

A interface de comunicações (ESS) entre Rosetta e Philae foi desligada esta quarta-feira, visando poupar energia para continuação das operações científicas nos últimos dois meses até ao final da missão Rosetta, que explora o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

“Temos de maximizar energia disponível para os instrumentos científicos de Rosetta e por isso não tivemos escolha senão desligar a ESS”, disse Mark McCaughrean da Agência Espacial Europeia à agência de notícias AFP.

A sonda Rosetta vai continuar em órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que se desloca entre as óbritas de Terra e de Júpiter, durante mais dois meses.

“A energia vai cada vez diminuir mais, e agora o foco vira-se totalmente para Rosetta, cujas missões científicas muito bem-sucedidas vão acabar a 30 de setembro“, disse McCaughrean.

Nos finais deste mês, o módulo vai encontrar-se a cerca de 520 milhões de quilómetros do sol, o que vai provocar grande perda de energia.

10 anos de expectativa

O módulo de aterragem Philae foi lançado em março de 2004 com a sonda Rosetta, como parte de uma misssão da ESA no valor de 1,3 mil milhões de euros.

Os aparelhos viajaram juntos 6,5 mil milhões de quilómetros antes de entrarem na órbita do cometa 67P em agosto de 2014.

Atingida a órbita, o módulo de aterragem separou-se da nave a 12 de novembro de 2014 e pousou no cometa Churyumov-Gerasimenko, tornando-se o primeiro objeto artificial e controlado a pousar na superfície de um cometa.

O Philae funcionou durante 60 horas a enviar dados recolhidos, mas estando privado de luz solar, entrou em hibernação até junho de 2015, quando teve a bateria recarregada pelo sol e enviou uma mensagem de dois minutos via Rosetta.

O módulo deixou de dar sinais a 9 de julho de 2015 e os cientistas consideraram ter passado a um estado hibernação eterna, mas a ESS ainda não tinha sido desligada, caso as comunicações voltassem a ser possíveis.

O Philae tinha uma conta no Twitter e um desenho animado dedicados a si, seguidos por públicos de todas as idades.

Os cientistas convidam os fãs da missão a enviarem uma mensagem de despedida, utilizando a hashtag #GoodbyePhilae.

“Toda a gente envolvida fica extremamente triste, com certeza, mas muito orgulhosa por tudo o que foi feito nesta missão especial”, disse McCaughrean, assegurando que os dados enviados por Philae e Rosetta constituem trabalho de análise por vários anos.

ZAP / Lusa

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