Paulo Novais / LUSA

Miguel Albuquerque na noite eleitoral na Madeira
Coligação PSD/CDS-PP deverá liderar as ilhas, desta vez com o apoio do PAN. Mas ainda vai haver reunião com os liberais.
Em 2019, o PSD não conseguiu a maioria absoluta nas eleições legislativas da Madeira. Foi a primeira vez que esse registo se verificou. Por isso, fez coligação pós-eleitoral com o CDS-PP.
Em 2023, o PSD não conseguiu a maioria absoluta nas eleições legislativas da Madeira, mesmo tendo coligação pré-eleitoral com o CDS-PP. Por isso, é preciso procurar parceria fora da coligação.
Miguel Albuquerque sempre disse que só continuaria como presidente do Governo regional se tivesse maioria absoluta. Não se demitiu porque assegurou que iria apresentar um Governo de maioria nos próximos dias.
Quando foram publicados os resultados finais, na noite de domingo, percebeu-se logo que faltava um deputado para a maioria absoluta desejada.
Para atingir os 24 deputados necessários, e estando de fora (por motivos diferentes) vários partidos como PS, JPP, Chega, CDU e BE, “sobram” Iniciativa Liberal (IL) e Pessoas-Animais-Natureza (PAN), que conseguiram um deputado cada.
O acordo mais expectável seria com os liberais mas há dois problemas: o CDS terá recusado entrar no Governo com a IL e, mesmo dentro do PSD, “olha-se de lado” para Nuno Morna.
Nuno Morna foi o cabeça-de-lista da IL nestas eleições, mas era membro do próprio CDS e chegou a ser “aguerrido militante de extrema-esquerda que depois andou no PS”, segundo Alberto João Jardim.
Nesse contexto, já há acordo com o PAN, avança o jornal Observador. Aliás, quando Miguel Albuquerque falou na noite das eleições, já teria quase tudo acertado com o PAN para formar Governo.
A solução para o novo Executivo deve ser anunciada na próxima quinta-feira.
Antes disso ainda haverá reunião com a IL, mas dificilmente os liberais vão fazer parte do Governo madeirense. Até porque o partido liderado por Rui Rocha avisou que não iriam formar Governo mas sim negociar cada orçamento. Seria caso a caso.
Do lado do PAN, ainda estará a ser elaborada a lista de exigências e a formar estruturas.
Se entrar realmente no Governo, o PAN pode ficar responsável pela secretaria regional do Ambiente ou por institutos ou direcções regionais de assuntos onde o partido esteja mais empenhado.
Afinal a IL mostrou ter algum 3scr0t0… Vamos ver se o PAN não entra em brincadeiras e mostra alguma retidão (que não seja para dizer “amém” a tudo)!
Não esquecer o lema: “os animais primeiro”! Não sei se se incluem os humanos…
Onde anda a comunicação social?. Afinal este individuo andou a propagar com quanta garganta tinha que se não tivesse maioria absoluta se demitiria e a imprensa não lhe chama aldrabão?!
Para o Jaime, em 2015 A. Costa disse ‘ se não ganhar com maioria absoluta, demito-me’. Perdeu as eleições e tornou-se !o ministro, a impressa chamou-o de aldrabão?