Oleg Petrasyuk / EPA

Combate junto a Bakhmut, Ucrânia
Grupo de militares terá sido intercetado por rádio em Avdiivka. Rússia diz ter provas físicas de que são portugueses. “Pode ser verdade”, mas Governo ou Ucrânia ainda não confirmaram.
Um grupo de mercenários portugueses terá sido morto pelo exército russo na região disputada de Donetsk, na Ucrânia, avança a agência estatal russa Ria Novosti esta quinta-feira.
O grupo, cujo número exato de membros não foi divulgado, terá sido “liquidado” violentamente com recurso a um lança-chamas no passado dia 6 de março, num combate na região de Avdiivka, que tem sido palco de fortes combates nos últimos tempos.
A informação é avançada ao jornal detido pelo Kremlin por um oficial das Forças Armadas Russas. Segundo a agência, estes portugueses terão oferecido grande resistência.
Terão sido “completamente carbonizados”, aponta José Milhazes na SIC Notícias, que não garante ainda a veracidade da notícia. Por enquanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português não confirmou a situação e desconhece o que possa ter acontecido.À Renascença, o gabinete de Paulo Rangel diz não ter havido qualquer contacto por parte de familiares das eventuais vítimas. O Estado Maior das forças armadas ucraniano também não tem conhecimento oficial.
O exército russo terá confirmado a nacionalidade dos combatentes ao intercetar comunicações de conversas por rádio mantidas pelo grupo, que permitiu identificar discurso português. “Pode ser verdade”, nota Milhazes, uma vez que “entre os militares russos há muitos que combateram em Angola, Moçambique e Guiné Bissau e que falam português”. A comunicação pode ter sido intercetada enquanto os portugueses falavam do ataque.
A Rússia garante ainda que tem provas físicas de que se tratam de militares portugueses: “a presença dos mercenários foi confirmada por distintivos e divisas encontrados em corpos queimados”.
“Saberemos se são portugueses se houver troca de corpos ou dessas placas”, explica o comentador da guerra na Ucrânia, que lembra: “sabemos que há portugueses a combater do lado ucraniano. É um facto”.
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Respeito por estes heróis.
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