Os três são suspeitos de 51 crimes de sequestro, violação e pornografia de menores.
Um dos vídeos da violação partilhado por um dos três jovens influencers contra uma menor de 16 anos foi visto 32 mil vezes na rede social onde foi publicado, mas apesar do assustador número, não houve uma única denúncia às autoridades, avança o Expresso esta quinta-feira.
A investigação da Polícia Judiciária (PJ) revelou que os três suspeitos terão produzido e armazenado diversos vídeos de curta duração nos seus telemóveis. Embora nem todos tenham sido partilhados, o facto de alguns circularam online perante centenas de milhares de seguidores que alguns dos acusados tinham, sem que as imagens mostrassem os rostos da vítima ou dos agressores
Os três são suspeitos de 51 crimes de sequestro, violação e pornografia de menores. Foram formalmente indiciados pelo juiz de instrução criminal.
O encontro terá sido inicialmente consentido mas converteu-se em violação. Os suspeitos terão ignorado os apelos da vítima, menor, para que parassem, segundo a narrativa judicial.
A detenção dos três só ocorreu depois de a menor ter procurado ajuda no Hospital Beatriz Ângelo, onde os profissionais de saúde, perante a gravidade dos ferimentos, alertaram a polícia.
Seguiu-se a polémica libertação dos influencers por um juiz de instrução criminal, que aplicou medidas de coação não restritivas da liberdade, apesar do extenso rol de 51 crimes pelos quais foram indiciados.
As redes sociais encheram-se de indignação. A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres divulgou um documento assinado por 40 organizações e por milhares de pessoas, a título individual, onde pede a “suspensão imediata do acesso dos suspeitos às redes sociais, impedindo que continuem a instrumentalizar o crime e a expor a vítima”.
As medidas de coação aplicadas incluem a obrigação de apresentação semanal em posto policial, a proibição de contactar a vítima por qualquer meio, incluindo redes sociais, e a imposição de perímetros de afastamento da ofendida, da sua residência e do seu estabelecimento escolar. No entanto, alguns dos acusados continuaram a falar sobre o caso e a rebaixar a vítima nas redes sociais.
“A gente ia ter com ela para acontecer o que ia acontecer, mas chegámos e não tivemos nada com ela. Não lhe tocamos nem nada“, refere um dos acusados, notando que tiveram “nojo”.
É importante salientar que os crimes pelos quais os arguidos são suspeitos acarretam penas elevadas no sistema jurídico português: até 10 anos de prisão para violação (agravada por ter sido cometida em grupo) e sequestro, e até oito anos para pornografia de menores.
As autoridades alertam para o facto de que as pessoas que partilharam os vídeos da violação podem incorrer no crime de divulgação ilícita de imagens, punível com até um ano de prisão.
“influencers” … ESCUMALHA acompanha com mais ESCUMALHA (os que seguem) e ainda alimentando ESCUMALHA ( redes sociais que só saem a lucrar )
As Tecnologias , ao serviço de tarados , todas Idades confundidas . Basta observar alguns dos (as) Adolescentes nos abordos dos Estabelecimentos de Ensino , tanto na forma como se Expressam como na falta de Civismo , e não estou evidentemente a generalizar !