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A nova moda é comprar malas perdidas no aeroporto — e mostrar na net o que têm

cv Sarah Grace / YouTube

O elemento surpresa dá pano para bom conteúdos

Criadores de conteúdo estão a comprar malas não reclamadas e a mostrar ao mundo nas redes sociais o que tinham no seu interior, desde alisadores de cabelo a substâncias não identificadas. Os infelizes viajantes que as perderam podem agora recuperar os seus bens — normalmente, comprando-os peça a peça.

É o pesadelo de qualquer viajante: aterra, mas a mala não.

As malas extraviadas acabam por ir parar aos achados e perdidos dos aeroportos, onde ao fim de algum tempo são vendidas a quem der mais por elas.

Os criadores de conteúdo estão agora a comprar bagagem não reclamada, desembalar o conteúdo em frente às câmaras, e mostrar o que acabam de ganhar, conta a Fast Company.

Na maioria das vezes são apenas montes de roupa por lavar, mas a possibilidade de descobrir objetos de valor—ou simplesmente algo bizarro—alimentou uma tendência viral.

Num vídeo que se tornou viral, uma influencer do TikTok tirou alisadores de cabelo, cartas Pokémon e um iPad. Num outro vídeo, o haul incluía um saco com uma substância castanha não identificada e um ambientador de tomada.

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Quase 92 % das malas perdidas acabam por chegar de novo às mãos dos seus proprietários. Mas se uma mala não for reclamada durante três meses, é vendida a revendedores como a Unclaimed Baggage, sediada no Alabama, loja especializada em bagagem perdida, onde os artigos podem ser comprados individualmente ou em caixas mistério.

Estas lojas leiloam as malas ao maior licitador, sem serem abertas — um elemento surpresa que dá pano para bom conteúdo. Muitos destes hauls de desembalagem acumulam milhões de visualizações de espectadores curiosos, ansiosos por espreitar a vida de um estranho.

Segundo um relatório da Sociedade Internacional de Telecomunicações Aeronáuticas, das 33,4 milhões de malas mal manuseadas em 2024, cerca de 8 % foram perdidas ou roubadas. O risco é maior em voos internacionais, onde o manuseamento incorreto é cinco vezes mais provável do que em rotas domésticas.

Sem saber, o antigo deputado do Chega Miguel Arruda, que roubava malas no aeroporto e vendia o seu conteúdo no Vinted, pode ter dado origem a uma nova tendência nas redes sociais — com a diferença de que as malas são compradas.

ZAP //

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