Americanos não querem deixar Pequim “chegar lá e oferecer uma grande quantia de dinheiro”. Por isso, pressionam para uma “parceria” e explica que a população deve esclarecer se quer ou não a independência.
O secretário de Estado norte-americano afirmou esta sexta-feira que a população da Gronelândia deve esclarecer se quer a independência da Dinamarca, acrescentando que os Estados Unidos estão disponíveis para “criar uma parceria”.
“Neste momento, os gronelandeses têm de clarificar que querem ser independentes da Dinamarca. A Dinamarca devia preocupar-se em compreender porque é que eles querem deixar a Dinamarca”, disse Marco Rubio à saída de uma reunião ministerial da NATO, em Bruxelas.
“A decisão é da Gronelândia, o vice-presidente [dos EUA, JD Vance] foi bastante claro e disse que vai respeitar a autodeterminação dos gronelandeses”, disse, acrescentando que “não foram os EUA” que deram a ideia da independência à Gronelândia: “Já falam disso há muito tempo.”
O chefe da diplomacia dos EUA avançou que não quer deixar Pequim “chegar lá e oferecer uma grande quantia de dinheiro” e, desse modo, deixar aquela região autónoma dinamarquesa “dependente da China”.
“São eles que querem afastar-se da Dinamarca, são eles que querem tornar-se independentes, não somos nós. Dissemos que se se eles tomassem essa decisão, os EUA estariam prontos, potencialmente, para chegar-se à frente e dizer-lhes: podemos criar uma parceria”, indicou.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, tem insistido na necessidade de anexar ou “de comprar” a Gronelândia, alegando razões “defensivas e ofensivas”.
Na semana passada, JD Vance visitou as instalações militares norte-americanas naquele território sem a autorização da Dinamarca, mas a presença da segunda figura da administração norte-americana gerou protestos e foi contestada pelas autoridades locais e dinamarquesas.
A ideia de Trump foi também criticada por líderes de vários países europeus, que lembraram ao Presidente norte-americano que a Gronelândia integra o território dinamarquês.
Os EUA mantêm uma base militar no norte da Gronelândia, ao abrigo de um amplo acordo de defesa assinado em 1951 entre Copenhaga e Washington.
Em janeiro, a Dinamara anunciou que vai investir 2 mil milhões de euros em segurança na Gronelândia face às ameaças de Trump.
ZAP // Lusa