Cerca de 40% dos portugueses já foram vacinados com a primeira dose

José Coelho / Lusa

Perto de quatro milhões de portugueses receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19, o equivalente a 39% da população, e mais de 2,3 milhões têm a vacinação completa, anunciou a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o mais recente relatório semanal da DGS, 3.986.585 pessoas já foram vacinadas com a primeira dose (39% da população) e 2.315.000 já concluiu a sua vacinação contra o vírus SARS-CoV-2, o que representa 23% da população portuguesa.

Na última semana, foram administradas 560.110 vacinas em Portugal, mais 8459 do que as 551.651 doses dadas na semana anterior, indicam os dados da DGS.

Por faixas etárias, 97% das pessoas com mais de 80 anos (654.368 idosos) já foram inoculados com a primeira dose e 92% (619.596) têm a vacinação completa.

No grupo entre os 65 e os 79 anos, 94% (1.515.874) receberam uma dose da vacina e 51% (811.974) tomaram as duas doses, refere o relatório, que avança ainda que, na faixa entre os 50 e os 64 anos, 59% (1.278.890) já iniciaram a vacinação, percentagem que baixa para os 26% no que se refere às pessoas que já concluíram a vacinação.

Por regiões, o Norte continua a liderar no número de vacinas administradas, com um total de 2.183.751, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo (2.081.872), o Centro (1.146.385), o Alentejo (342.972), o Algarve (246.379), a Madeira (163.079) e os Açores (132.395).

Relativamente à cobertura vacinal por regiões, os dados da DGS indicam que o Centro e o Alentejo já têm 27% da população com a vacinação completa, enquanto a Madeira e o Norte estão com 24%, o Algarve com 22% e os Açores e Lisboa e Vale do Tejo com 19%.

Desde que se iniciou o plano de vacinação, a 27 de dezembro de 2020, Portugal já recebeu 7.263.540 vacinas, tendo sido distribuídas pelos postos de vacinação do país e pelas duas regiões autónomas 6.299.315 doses.

Na última semana, de acordo com os dados da DGS, Portugal recebeu cerca de um milhão de vacinas contra a covid-19.

As pessoas com 43 ou mais anos de idade podem, desde segunda-feira, fazer o pedido de marcação para tomar a vacina na plataforma de autoagendamento da Direção-Geral da Saúde.

O portal destinado ao autoagendamento entrou em funcionamento a 23 de abril, contemplando agora as pessoas acima dos 43 anos, depois de ter sido aberto para maiores de 45, 50, 55, 60 e 65 anos.

Relembre-se que o coordenador da task force responsável pelo plano de vacinação contra a covid-19, o vice-almirante Gouveia e Melo, definiu, recentemente, a meta de 8 de agosto para ter 70% da população portuguesa vacinada, mas salientou que o cumprimento desse objetivo depende do número de vacinas que forem chegando a Portugal.

Esta terça-feira, o coordenador da task force relativa à testagem disse que Portugal já realizou cerca de 12 milhões de testes à covid-19 desde o início da pandemia, sendo que mais de metade (53%) foram feitos nos primeiros cinco meses deste ano.

“O mês de janeiro foi o mês em que mais testámos, mais de 1,6 milhões”, afirmou Fernando Almeida na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 e do processo de recuperação económica e social, onde foi ouvido a pedido do PSD.

O responsável para a promoção do “Plano de Operacionalização da Estratégia de Testagem em Portugal” precisou que 22 de janeiro foi o dia em que foram realizados mais testes (77 mil), adiantando que nessa altura a taxa de positividade atingiu os 20,2%.

Realçou o “grande esforço” que a task force tem feito para manter os níveis de testagem: “Em abril chegámos a fazer quase 99 mil testes, mas aqui com uma diferença significativa em que a positividade era apenas de 0,8%”.

Em média, foram feitos 40 a 50 mil testes por dia, uma média que tem sido mantida semanalmente, adiantou Fernando Almeida.

Entre 16 de março e 4 de junho, foram realizados 541.335 testes em estabelecimentos de educação e ensino, dos quais 728 tiveram resultado positivo, o que resulta numa taxa de positividade de cerca de 0,13%.

No Ensino Superior, foram realizados 160.393 testes, dos quais 88 foram positivos, o que significa uma taxa de positividade de 0,05%.

Questionado pelo deputado do Bloco de Esquerda sobre o porquê da “queda significativa” na realização do número de testes entre 20 de abril e 20 de maio, Fernando Almeida remeteu para o momento atual: “Está a testar-se muito, para cima daquilo que é o necessário”.

Acrescentou que na última semana foram realizados 317.545 testes, com uma taxa de positividade de 1,3%”, muito abaixo dos 4% que é a “linha vermelha” preconizada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças.

“Enquanto nós estivermos bem abaixo dos 4% é sinal de que estamos a fazer uma testagem que nos garante alguma tranquilidade”, notou, recordando que em abril foi realizada uma média de 49.490 testes por dia, em maio, 39.795, e em junho 44.794.

Questionado pela deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa sobre o facto de não haver uma estratégia de testagem que acompanhe no terreno as consequências de ajuntamentos em eventos de massa, nomeadamente desportivos, respondeu: “Nós em relação aos eventos estamos articulados com a Direção-Geral da Saúde, mas caberá à Direção-Geral da Saúde a imposição de algumas regras que também, coincidentemente ou não, ficam ao vosso critério”.

“Nós hoje (…) nos poucos espaços que tivemos de reuniões, estivemos exatamente a tratar de uma revisão de toda esta matéria no que diz respeito a eventos de massa”, avançou.

Em resposta a questões levantadas pela deputada Cláudia Bento, do PSD, sobre o plano de comunicação com a população previsto na estratégia de testagem, disse que têm estado a trabalhar nele esta semana.

“Ainda ontem [segunda-feira] fornecemos alguns indicadores para o plano de comunicação, em articulação com outra task force das ciências comportamentais, e com a colaboração do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde, para criar mecanismos de motivação para promover uma maior adesão das camadas dos grupos etários entre os 18, 19, 20 anos e os 40 anos que é aqui o foco da nossa maior preocupação”, afirmou.

Na sua intervenção inicial, Fernando Almeida destacou a capacidade de testagem em Portugal, afirmando que está à frente de países como Itália, Espanha, Suécia, Irlanda, Suíça, Países Baixos ou a Alemanha.

ZAP // Lusa

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