35 anos depois, Toshiba deixa de fabricar portáteis

Depois de 35 anos a produzir e vender computadores, a empresa japonesa vai abandonar o negócio. O comunicado à imprensa divulga que a Toshiba vendeu as ações da Dynabook à Sharp, concluindo assim um processo que já teve início em 2018.

Agora, ao fim de dois anos de negociações, a Sharp adquiriu os 19,9% que ainda estavam nas mãos da Toshiba. Em comunicado, a tecnológica japonesa dá conta da transação e explica que a Dynabook, unidade dedicada a computadores, passa a ser uma subsidiária detida na sua totalidade pela Sharp.

Em 1985 a Toshiba criou o T1100. Este foi o primeiro computador portátil do mundo compatível com o PC IBM, recorda a Computer World. Quando foi criado, o T110 pesava 4,1 quilos, tinha 256 KB de memória RAM, um ecrã de 640 x 200 pixels, e custava 1.999 dólares (cerca de 1700 euros).

Apesar da invenção pioneira, uma questão que “assustou” os tecnológicos foi o tamanho do computador. “Naquela época, os computadores transportáveis ​​estavam a tornar-se populares, mas eram muito grandes“, disse Atsutoshi Nishida à Computer World.

Nishida liderou o projeto na década de 80, e mantém-se ainda como vice-presidente executivo corporativo da Toshiba.

Apesar de alguns obstáculos, os planos para o computador foram concretizados e Nishida cumpriu o que prometeu: foram vendidas 10000 máquinas em apenas um ano. O número não parece surpreendente tendo em conta o contexto atual, mas o executivo garante que  “naquela época era uma quantidade muito grande”.

A empresa foi líder de vendas em computadores portáteis durante a década de 1990 e grande parte da década de 2000. Porém o primeiro lugar, como grande produtora de computadores, foi colocado em causa com o aparecimento de fortes marcas concorrentes, divulga o online Interesting Engineering.

O desenvolvimento de tecnologia mais avançada por empresas como a Apple, HP, e Dell fez com que a Toshiba recuasse.  Estas marcas começaram a produzir computadores melhores, o que com o passar do tempo levou a empresa a vender a Dynabook à Sharp.

De acordo com dados apresentados pela Marketeer, a quota de mercado da Toshiba passou de 17,7 milhões de computadores em 2011 para apenas 1,4 milhões em 2017. Fica agora por esclarecer o futuro da Toshiba, numa altura em que vários setores da economia estão a ser afetados pela pandemia causada pelo novo coronavírus.

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