11 anos depois, Marcelo levou Dia de Portugal ao Porto (e já tem retrato oficial)

José Coelho / Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa nas comemorações do Dia de Portugal, no Porto.

Marcelo Rebelo de Sousa nas comemorações do Dia de Portugal, no Porto.

Foi o presidente dos afectos, a quebrar o protocolo, que presidiu às comemorações do Dia de Portugal que voltou, neste sábado, ao Porto, 11 anos depois. E na passagem pela Invicta, Marcelo Rebelo de Sousa surpreendeu com a escolha do seu retrato oficial.

O chefe de Estado presidiu à cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal que se realizou na zona do Molhe, junto ao mar, no Porto, que há 11 anos já tinha sido palco destas celebrações oficiais.

As comemorações arrancaram na sexta-feira com a realização de sete iniciativas públicas, mas o dia ficou marcado pela passagem de Marcelo pelo atelier do pintor António Bessa, na rua do Almada.

Marcelo Rebelo de Sousa foi ver o seu retrato pintado há já cerca de dois meses por mestre Bessa, como é conhecido, e ficou tão rendido à imagem que o adquiriu para ser o seu “retrato oficial” quando terminar o mandato, para ilustrar a Galeria dos Presidentes no Museu da Presidência.

“Apanhou-me muito bem”, confessou o Presidente aos jornalistas que ficaram surpreendidos pela escolha, nomeadamente por estar em causa um pintor pouco conhecido.

José Coelho / Lusa

Mestre Bessa junto do quadro que Marcelo Rebelo de Sousa escolheu como o seu "retrato oficial" para quando terminar o mandato.

Mestre Bessa junto do quadro que Marcelo Rebelo de Sousa escolheu como o seu “retrato oficial” para quando terminar o mandato.

Quebra do protocolo para cumprimentar ex-militares e populares

Já durante a cerimónia do Dia de Portugal, neste sábado, Marcelo quebrou o protocolo, cumprimentando antigos militares da guerra do Ultramar e populares que assistiram às celebrações, antes de ter notado que o país deve muito aos ex-combatentes, elogiando-os como heróis.

“Devemos-lhes muito. São uns heróis. São um exemplo [para os jovens]. É uma homenagem às Forças Armadas portuguesas”, afirmou Marcelo, no meio da multidão que o envolveu no fim da cerimónia, justificando por que motivo cumprimentava toda a gente que o abordava.

“Grande Presidente!”, “Presidente, dê-me um beijo” e “Presidente, tire uma fotografia comigo” foram algumas das interpelações feitas pelas centenas de pessoas que assistiram às celebrações junto ao Molhe, na Foz do Porto.

Um Portugal “independente e livre”

No seu discurso do Dia de Portugal, Marcelo sublinhou a importância de afirmar que se pretende no futuro um país “independente e livre”.

Independente do atraso, da ignorância, da pobreza, da injustiça, da dívida, da sujeição. Livre da prepotência, da demagogia, do pensamento único, da xenofobia e do racismo”, disse.

Num discurso de cerca de cinco minutos, Marcelo dedicou também uma palavra especial às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, desse “outro Portugal que nos faz universais”.

Depois da cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa partiu para o Brasil, onde tem encontro marcado com a comunidade portuguesa em São Paulo, na continuação das celebrações do Dia de Portugal.

À imagem do que aconteceu no ano passado, o dia é repartido entre terras lusas e um país estrangeiro. Em 2016, as celebrações realizaram-se pela primeira vez em França.

A “extraordinária diversidade genética” dos portugueses

Antes de Marcelo discursar, falou o presidente da Comissão Organizadora do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, Sobrinho Simões, que salientou como os portugueses são um povo com características genético culturais “sui generis“.

“Não estou a sugerir que há genes portugueses, não há, o que os portugueses têm é uma mistura notável de genes com as mais variadas origens, se há algo único, ou quase único em nós, é essa mistura genética“, referiu durante a sua intervenção.

O fundador do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular e Celular da Universidade do Porto (IPATIMUP) destacou que esta “extraordinária diversidade genética” do povo português se deve à incorporação, ao longo de Séculos, de judeus e berberes vindos de Espanha e do Norte de África, de árabes, porque teve escravatura de povos da África subsariana no país e nas colónias.

“E também porque fomos através do mar para tudo quanto era sítio na África, na Ásia e na América do Sul e de lá voltámos com filhos e, sobretudo, filhas”, acrescentou.

Tudo isto para salientar que “a incorporação de genes foi acompanhada pela incorporação das respectivas culturas, criando uma sociedade de gentes muito variadas, tolerante em termos religiosos, avessa aos extremismos pseudo-identitários que irrompem um pouco por todo o lado”, vincou.

ZAP // Lusa

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