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Yoshihide Suga, braço-direito de Shinzo Abe, é o novo primeiro-ministro do Japão

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O Partido Liberal Democrático (PLD), que está no Governo no Japão, elegeu esta segunda-feira o seu novo líder, Yoshihide Suga, que será também o primeiro-ministro, na sequência da renúncia ao cargo de Shinzo Abe por motivos de saúde.

Suga tem 71 anos, foi o braço-direito de Abe e é visto como uma aposta de continuidade das suas políticas.

Depois de eleito pelo partido, o nome do novo líder ainda terá de ser ratificado pelo Parlamento (Dieta) como novo primeiro-ministro, cargo que deverá manter até setembro de 2021, quando iria terminar o mandato de Shinzo Abe à frente do PLD.

A ratificação irá decorrer numa sessão parlamentar extraordinária convocada para quarta-feira, conforme foi acordado pelo PLD e pelo principal bloco da oposição.

Shinzo Abe, de 65 anos e que bateu o recorde de longevidade como primeiro-ministro japonês, anunciou, no final de agosto, a intenção de deixar o cargo, alegando motivos de saúde.

A situação suscitou especulações sobre a possível convocação de eleições legislativas antecipadas pelo novo dirigente do PLD, com o objetivo de obter um mandato público e silenciar qualquer contestação da oposição.

Na terça-feira da semana passada, o conselho geral do partido governante decidiu que o sucessor de Abe seria eleito numa convenção reduzida do partido.

Alguns nomes já tinha surgido como hipóteses, como é o caso do indicam o antigo ministro da Defesa Shigeru Ishiba, de 63 anos. Ishiba, um crítico da administração de Abe, tem um amplo apoio entre as fileiras do LDP, mas não tanto entre os parlamentares.

Outro nome possível era o de Taro Kono, de 57 anos, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e atual chefe da defesa.

Segundo a sondagem telefónica da Kyodo, Ishiba tinha o apoio de 34,3% dos inquiridos, e em segundo lugar, com 14,3%, está Yoshihide Suga, o braço direito de Abe desde 2012 e atual chefe de gabinete e porta-voz do primeiro-ministro.

O novo primeiro-ministro irá enfrentar os desafios económicos da recessão causada pela covid-19, que entre abril e junho gerou uma queda de 7,8% do produto interno bruto (PIB), a maior em mais de meio século.

  ZAP // Lusa

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