PSD e PS chegaram a um consenso que nunca se verificou na Assembleia da República. Haverá um presidente por cada partido, primeiro Aguiar-Branco.
Acabou o impasse. Encontrou-se uma solução inédita na história da política em Portugal: dois presidentes da Assembleia da República. Ou melhor, presidência rotativa, um de cada vez.
Após a reunião (longa) entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro, ficou acordado que a presidência vai ser dividida.
Ao longo dos dois primeiros anos, será Aguiar-Branco (PSD) a presidir; depois será Francisco Assis (PS), nos dois anos seguintes.
Nunca houve uma rotação de presidentes no Parlamento em Portugal.
Foi o PS que apresentou a ideia, contou Eurico Brilhante Dias, ainda líder do grupo parlamentar do PS.
“É uma solução que permite desbloquear já hoje a situação. Mas é apenas um compromisso institucional e não programático. Continuaremos a ser oposição”, assegurou Eurico Brilhante Dias, em conversa com os jornalistas.
Votação adiada
O impasse prolongou-se durante muito tempo. Não havia presidente da Assembleia da República e a votação de hoje, quarta-feira, até foi adiada.
O prazo para a entrega de candidaturas terminava às 11h desta quarta-feira mas foi adiado três horas; agora fecha às 14h.
A votação iria começar às 12h mas entretanto também foi adiada três horas: começa só às 15h. Para já.
Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos estiveram em reunião. Os líderes dos dois principais partidos estavam no Parlamento, mas a reunião decorreu à distância, segundo fonte da bancada do PS. Estavam a poucos metros um do outro, mas estão a falar por vídeo chamada.
Os deputados de PSD e PS ficaram – muito tempo – à espera do fim dessa reunião para realizarem as reuniões dos respectivos grupos parlamentares.
Nesta terça-feira, Aguiar-Branco tentou (três vezes), mas não conseguiu eleição. Francisco Assis venceu as duas últimas eleições mas não teve os 116 votos necessários.
O Chega já tem um novo candidato. Depois de Manuela Tender, agora será Rui Paulo Sousa.
O candidato à sucessão de Augusto Santos Silva disse à RTP que entra na eleição “para ganhar”.
E assegura que o Chega não quebrou qualquer acordo com o PSD, ao não votar a favor de Aguiar-Branco: “Não pode haver rotura quando não há acordo. Não podemos dizer que estamos a romper nada“.
“Houve uma primeira conversa entre os líderes parlamentares” mas, segundo o deputado do Chega, nada mais relevante.
Impasse na Assembleia
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Solução inédita: presidência rotativa na AR
Presidência rotativa parece-me bem, mas acho que devia mudar anualmente, em dez de a meio da legislatura – até porque há uma razoável probabilidade de esta não durar os 4 anos regulamentares.
Depois de todo o reprovável comportamento, o PSD não merecia esta colaboração.
Sorte deles o PS estar muitos fusos acima das mentes malignas retorcidas que povoam as direitas.
Pode ser que assim o menino mimado e enfeitiçador de parolos perceba que vai ficar a falar sozinho.
Agora se quiser ser 1ª ministro, como diz que vai ser, que arranje uma maioria absoluta de parolos.
De outra maneira, que chuche no dedo e vá fazer birrinhas na santa c#&a do assobio.
Bem parece que a parolada está feliz. com o centrão… mais do mesmo já andamos nisto a 50 anos, os espertos já emigraram, os parolos têm todo o interesse em que o centrão se mantenha para continuarem a garantirem a sua subsistência dependente de ligações a esses partidos e ao estado. outros querem mudanças neste status quo e uma democracia com varias visões e não apenas a visão dos últimos 50 anos cujo o resultado é visível no ranking dos países mais pobres da UE
Nunca perceberam que o poder conquistado à força e à escondida pelo Costa, quando a aliança natural entre o PSD+CDS liderada pelo Passos Coelho devia retomar o poder em 2011-2014, foi além de «secreto» como meteu os partidecos da chamada «extrema-esquerda» e fabricou a «geringonça» com as palmas da porcaria dos jornais e nos levou à actual catástrofe do delito do Costa acompanhado pelo abandalhamento sem nome do PR. Em resumo, o novo líder do PS, Portugal não só perdeu a orientação do governo como deixou o PS nas manápulas do amigalhaço do Sócrates… O «Chega» combina agora os partidos clintelares, PS e PSD, e fará deles o que quiser nos próximos anos!
Votei AD por impossibilidade de votar CDS… pensava eu que Nuno Melo era diferente, para melhor, que o Xicão mas… puro engano, não passa de um Xiquinho… muito longe de um Manuel Monteiro!!!
Com esta palhaçada toda, voltarei a votar Chega!!!
Não pelo seu Líder do qual não gosto mas por ser o único Partido que realmente se afirma de Direita!!!
NOTA: nunca tinha visto um politico aparecer num programa nessa mesma qualidade aparecer com um cachecol de um Clube… anedótico!!! Próprio de um qualquer garoto que, nessa mesma qualidade, teria todo o direito de o fazer!!!
Não é que o Brilhante que de brilhante não tem nada, saiu-se bem!
Quem diria!?