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Voo “para lado nenhum” esgota em tempo recorde. Bastaram 2,5 minutos

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A companhia aérea australiana Qantas vendeu os bilhetes para o próximo “voo para lugar nenhum” em tempo recorde: 2,5 minutos.

A Qantas está a promover um novo “voo para lugar nenhum” que dará aos famintos por viagens a oportunidade de admirar a superlua do final de maio e o eclipse lunar completo a partir dos céus.

Mas se estava à espera de conseguir bilhetes, está sem sorte. De acordo com a CNN, a companhia aérea vendeu-os em tempo recorde: 2,5 minutos bastaram para esgotar os 150 bilhetes reservados para a viagem que parte a 26 de maio do Aeroporto de Sidney.

Nunca um voo tinha esgotado tão depressa.

O Boeing 787 Dreamliner vai levantar voo, vaguear pelo céu e aterrar no mesmo aeroporto sete horas depois. Os passageiros vão sobrevoar a Grande Barreira de Coral, visitar a Baía de Sidney, ver a superlua e assistir a um eclipse lunar, a 40 mil pés de terra firme, além de outras atrações turísticas da Austrália.

Um bilhete económico custava 499 dólares australianos (cerca de 318 euros), enquanto um bilhete na classe executiva tinha um custo de 1.499 dólares (o equivalente a 956 euros). Mesmo assim, o preço não foi um impedimento.

O voo promete um vislumbre espetacular pelas paisagens australianas. A companhia aérea garante que os lugares não importam, já que o avião vai girar para que os os passageiros possam desfrutar igualmente da vista.

Em comunicado, a Qantas informou que está também a trabalhar diretamente com a astrónoma Vanessa Moss para projetar “a rota de voo ideal sobre o Oceano Pacífico”.

Moss também estará a bordo para entreter os viajantes com informações e curiosidades sobre o evento lunar de 26 de maio, que a NASA apelidou de “Super Lua de Sangue”, já que, conforme a Lua passa pela sombra da Terra, parece mais escura e vermelha.

Este não é o primeiro voo “para lado nenhum”. Outras companhias aéreas, em Taiwan e no Japão, também fizeram voos deste género para combater as perdas que têm vindo a sofrer na sequência da pandemia.

  Liliana Malainho, ZAP //

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