Novo vice-presidente do IEFP caiu em poucos dias após revolta no PS

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António Cotrim / Lusa

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho

A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social escolheu Francisco Vieira e Sousa para o cargo de vice-presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), mas a nomeação caiu em poucos dias depois da contestação no seio do PS.

A revolta dos socialistas com a escolha de Francisco Vieira e Sousa para o cargo chegou ao próprio António Costa, como avança o Expresso.

A escolha do ex-administrador no Externato Marista de Lisboa não agradou a várias figuras do PS devido a declarações passadas de Vieira e Sousa.

O ex-administrador teceu duras críticas ao próprio António Costa no âmbito dos cortes nos contratos de associação entre o Estado e os colégios privados. Chegou a acusar o primeiro-ministro de usar os contratos de associação como “moeda de troca” para conseguir o apoio da “extrema-esquerda”, como recorda o Expresso.

Além disso, Vieira e Sousa também criticou os governantes com a pasta da Educação, os agora deputados Tiago Brandão Rodrigues e Alexandra Leitão.

Em 2009, quando os conteúdos de Educação Sexual foram introduzidos no currículo escolar, Vieira e Sousa chegou a referir-se a um “caso gritante de ditadura da maioria e de utilização do Estado para propagar uma doutrina particular”, como relembra também o Expresso.

Esta discordância com as políticas do PS levou vários socialistas a manifestarem-se nas redes sociais contra a escolha de Vieira e Sousa para a vice-presidência do IEFP. A revolta “chegou ao topo do PS e do Governo”, nota o semanário.

Vieira e Sousa chegou a estar no edifício do IEFP, em Xabregas, “durante dois dias a trabalhar” e “foi-lhe até atribuído um e-mail institucional“, tendo sido “apresentado internamente como o próximo vice-presidente do instituto”, aponta ainda o jornal.

Apesar disso, não sobreviveu à revolta dos socialistas e a Ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, recuou na nomeação.

O gabinete da governante não confirma este recuo, apontando antes que “foram consideradas diversas pessoas, em regime de substituição, incluindo Francisco Vieira e Sousa” para o cargo de vice-presidente do IEFP.

Mas o Ministério “considerou que, nesta fase, deveria adiar-se a decisão sobre a substituição do vice-presidente” e abrir concurso na CRESAP, destaca ainda a nota do gabinete de Ana Mendes Godinho citada pelo Expresso.

Na semana passada, Adelaide Franco foi designada nova presidente do IEFP e Paulo Langrouva foi apontado para um dos lugares de vice-presidente. Estão ambos em regime de substituição nos cargos enquanto decorre o concurso público para preencher os lugares.

  ZAP //

3 Comments

  1. O IEFP a criar desemprego é algo contra-natura.
    Só que, é aquilo que o IEFP mais faz.
    Essa é aliás uma organização que bem podia ser extinta.
    É um poço de corrupção, de favores, nepotismo e, principalmente, de precariedade.

  2. O IEFP somente tenho que aplaudir.Se hoje tenho Saúde Mental devo tudo aos cursos que tenho feito.Me mantém ocupada a mente e não só. Sou desempregada, doente Oncológica mas não me fez diferença entre tantos que lá estão. Agradeço a todos pelo apoio e atenção . Ao IEFP Alcoitão.

  3. Se a Ministra o escolheu, talvez lhe tenha reconhecido mérito para o cargo, sem se preocupar com o seu alinhamento partidário. Já o partido, que funciona sempre da mesma forma, não concordou com a nomeação porque talvez haja dento dos “alinhados” que esteja a precisar de um bom emprego. E assim vai ser o nosso pobre Portugal, enquanto os interesses partidários estiverem à frente dos verdadeiros interesses nacionais.

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