Viajar este ano pode exigir um passaporte que confirme a toma da vacina (e já há tecnologia que o garante)

Agora que as vacinas contra o novo coronavírus estão a começar a ser administradas, muitas pessoas já sonham com o dia em que poderão voltar a viajar. Porém, para isso poderá ser necessário algo além da vacina, tal como um passaporte que certifique a toma da mesma.

Perante a possibilidade de haver esta necessidade, várias empresas de tecnologia norte-americanas começaram a desenvolver aplicações para smartphones para que os indivíduos possam trazer sempre consigo o comprovativo de que foram vacinados contra a covid-19. A ideia é criar credenciais digitais que podem ser apresentadas antes de embarcar.

Neste sentido, a Common Trust Network já fez parcerias com várias companhias aéreas, incluindo a Cathay Pacific, JetBlue, Lufthansa, Swiss Airlines, United Airlines e Virgin Atlantic, e com centenas de sistemas de saúde nos Estados Unidos.

A aplicação CommonPass, criada pelo grupo, permite que os utilizadores façam upload dos seus dados médicos pessoais, como é o caso do resultado de um teste de covid-19 ou, eventualmente, de um comprovativo de vacinação em forma de código QR.

De modo a que o regresso à normalidade seja o mais rápido possível, os especialistas que estão a desenvolver a aplicação querem também garantir que todas as questões de privacidade dos utilizadores são garantidas. As empresas querem garantir que as pessoas se sentem confortáveis ​​com o uso desta.

“A confiança e a transparência continuam a ser fundamentais no desenvolvimento de uma plataforma com um passaporte digital de saúde ou qualquer outra solução que trate de informações pessoais confidenciais”, disse a empresa ao CNN, acrescentando que “colocar a privacidade em primeiro lugar é uma prioridade”.

“Se tudo correr bem, vamos poder dizer que temos um certificado de vacina no  telemóvel”, disse Brian Behlendorf, diretor executivo da Linux Foundation, empresa parceira.

Como as vacinas produzidas por várias farmacêuticas ainda estão a ser analisadas, existem muitas variáveis ​​que os fabricantes de passaportes digitais ainda deverão considerar futuramente antes de lançar a aplicação.

Julie Parsonnet, especialista em doenças infeciosas da Universidade de Stanford, recorda que ainda não está claro o quão eficazes são as vacinas para interromper a transmissão do vírus.

Por isso, embora uma aplicação possa mostrar que a pessoa tomou a vacina, esta pode não ser uma garantia de total segurança. “Ainda não sabemos se as pessoas vacinadas podem transmitir a infeção ou não”, disse a medica ao CNN.

“Até que isso seja esclarecido, não saberemos se os passaportes são eficazes”, realça Parsonnet.

Ainda assim, Behlendorf prevê que o lançamento e a adoção dos passaportes de vacina deverão acontecer no primeiro semestre de 2021.

Ana Moura, ZAP //

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