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Ventura lamenta manifestação de Setúbal. “Ninguém atua de forma violenta em meu nome”, diz Ana Gomes

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Manuel de Almeida / Lusa

André Ventura, candidato à Presidência da República

André Ventura, candidato à Presidência da República apoiado pelo Chega, lamentou, esta quinta-feira, “aquilo que aconteceu e a que o país assistiu”. Ana Gomes demarcou-se dos incidentes de Setúbal.

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Esta quinta-feira, candidato presidencial do Chega foi apedrejado à saída de um comício no Cinema Charlot, em Setúbal, por algumas dezenas de manifestantes, na sua maioria cidadãos de etnia cigana. “Tenho apenas uma ligeira dor na perna esquerda e foi pela entrada mais violenta que tivemos de fazer no veículo”, reagiu André Ventura.

“Houve elementos da minha comitiva que foram atingidos por vários objetos, nomeadamente da equipa de segurança. Não obstante o direito de manifestação, é importante evitarmos uma escalada de violência na campanha eleitoral”, acrescentou André Ventura, em declarações aos jornalistas.

Segundo o Expresso, o candidato espera que episódios como o da tarde de quinta-feira “não voltem a acontecer”. “A democracia vence-se com argumentos e não com pedras, ovos, caixas, objetos metálicos ou cortantes.”

Além de ter agradecido ao staff de segurança, Ventura elogiou o trabalho da polícia. “Procurou defender e manter a ordem pública num contexto muito difícil, em que os manifestantes estavam completamente descontrolados. Queriam de toda a maneira atingir-me e a polícia tinha de repor a ordem pública.” Pelo menos um manifestante foi detido.

Já depois de o carro da comitiva de André Ventura ter abandonado o local, os agentes da polícia deram bastonadas aos manifestantes, dispersando-os com violência.

“A PSP tentou, com muito bom senso e ponderação, evitar que isto acontecesse. Quando começaram a chover pedras, não havia outra hipótese senão dispersar aquela gente toda. Foi o que fizemos”, justificou à agência Lusa o comandante distrital da PSP de Setúbal, Viola Silva, assumindo o uso dos bastões sobre os manifestantes.

O responsável pelos cerca de 40 elementos policiais no local afirmou que a PSP teve de usar a força para dispersar os manifestantes. “Se me estão a atirar pedras, como deve calcular, não lhes vou pegar por um braço. A PSP, no âmbito das regras do Estado de direito, teve de usar a força considerada necessária.”

“Ninguém atua de forma violenta em meu nome”

Ana Gomes também condenou os incidentes ocorridos esta quinta-feira. Sobre o facto de alguns manifestantes carregarem cartazes com a sua imagem, a candidata da corrida a Belém garantiu: “Não tenho rigorosamente nada a ver com isso.”

“Ninguém atua de forma violenta em meu nome. Em nenhum campo é tolerável violência” e em democracia as diferenças combatem-se “com diálogo e pelo voto“, disse, em declarações aos jornalistas e no Twitter.

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Marisa Matias também reagiu ao sucedido na mesma rede social, numa publicação onde afirma que “não se derrota o ódio com violência“.

“Somos um país melhor que o candidato da extrema-direita e seremos capazes de o vencer na luta democrática”, acrescentou, sem considerações sobre a origem do protesto.

Tiago Mayan Gonçalves também recorreu ao Twitter para lamentar a tentativa de agressão a André Ventura, condenando “qualquer forma de violência” ou “ameaça” contra adversários a Belém.

Condeno totalmente qualquer forma de violência, ameaça ou coação, venham de onde vierem, dirijam-se a candidatos, jornalistas ou quaisquer outros cidadãos”, escreveu.

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Esta quinta-feira, o líder do Chega, André Ventura, foi atacado por manifestantes que lhe arremessaram pedras, ovos e outros objetos à saída de um comício no Auditório Charlot, em Setúbal. O incidente obrigou à intervenção da unidade especial da PSP no local.

  Liliana Malainho, ZAP //

10 Comments

  1. As pessoas acham que a melhor solução para enfrentar alguém difícil é atirar pedras. Queria ver se o Ventura fosse gay… já teria uma bala no peito, ou nas costelas.
    Tenham vergonha na cara, e RESPEITO. OK? É muito complicado??!!

  2. gente que não sabe estar! com atitudes violentas contra o desVentura, acabam por vitimizá-lo e dar-lhe razão, logo fortalecê-lo. não é assim que, em democracia e liberdade, se combate os extremos.

  3. Este é o resultado da campanha de ódio que se tem visto contra André Ventura por parte da Ana Gomes, Marisa Matias e comunicação social no geral que não soube ser isenta, principalmente a SIC com uma campanha vergonhosa que tem feito ultimamente.
    Em relação aos ciganos, estão com medo que se lhe acabe com a “mama” de RSI’s e afins. Eu também gostava de ficar em casa com os meus belos filhos, mas tenho de trabalhar… ao contrário destes cidadãos de primeira que são tão de primeira que em vez de se mostrarem agradecidos pela bela vida que lhes oferecemos, são regra geral mal-agradecidos, mal educados, trafulhas, agressivos, racistas, etc, etc, etc.

      • Essa é que é a grande verdade: quem semeia tempestades, colhe ventos!
        E depois da tempestade, vem sempre o Bonanza (ou pelo menos vinha antigamente, no Canal 2)

        • E quero que as minhas filhas cresçam num país ordenado e justo, com pessoas que saibam falar sem medos, sem receios.

    • E ainda acrescento sobretudo ladroes impunes, que invadem hospitais sem ninguem a por cobro. Ainda me lembro de factos contados, acho que na TVI, de agressóes em Coimbra por parte de 2 ciganos, sempre saindo incentes de julgamentos que até ameaçaram o reporter da TVI. Nunca mais se ouvir falar disso prova bem evidente de ameaças.

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