Vacinação de crianças obriga a antecipação de reforço da Janssen

Kamil Krzaczynski / AFP

Janssen, vacina de dose única do grupo Johnson & Johnson contra a covid-19

A vacinação de reforço da vacina Janssen para maiores de 50 anos começou a 5 de dezembro, mas não vai terminar na data prevista, no próximo domingo.

Quem recebeu a vacina Janssen e deveria receber o reforço no próximo domingo vai ser reagendado para mais cedo, tendo em conta que esse dia está agora reservado para a vacinação de crianças.

De acordo com o Observador, a Direção-Geral da Saúde adiantou que as pessoas que se encontram nesta situação deverão receber “uma SMS com a indicação de uma nova data para vacinação, que será antecipada”.

O fim de semana de 18 e 19 de dezembro está exclusivamente reservado à vacinação do grupo etário dos 5 aos 11 anos e “não serão administradas vacinas a pessoas fora dessa faixa etária”, revela a mesma fonte da DGS.

Na sexta feira, António Lacerda Sales, secretário de Estado Adjunto e da Saúde, anunciou que Portugal iria iniciar a vacinação de cerca de 600 mil crianças abaixo dos 12 anos, no fim de semana em questão.

De acordo com o calendário apresentado pelo governo, de 6 a 9 de janeiro serão vacinadas crianças entre os 9 e os 7 anos, ficando reservados os dias 15 e 16 para vacinar o grupo dos 6 e 7 anos, enquanto a 22 e 23 deste mês serão vacinadas as crianças de 5 anos.

Entre 5 de fevereiro e 13 de março serão administradas as segundas doses, altura em que o esquema vacinal fica completo para esta faixa etária, estima o governo.

Nestes dias não vai ser realizada a vacinação de adultos nos vários centros do país, com o objetivo de “criar condições para que o processo decorra com tranquilidade”, adiantou Lacerda Sales.

Falta de “medidas de contenção” num surto de covid-19 em Matosinhos

Foi denunciado um surto com mais de 30 casos de covid-19 na fábrica Ramirez, de Matosinhos, mas o administrador da conserveira afirma que estão confirmados apenas 11 casos.

O SINTAB, sindicato que representa os trabalhadores da indústria da alimentação denunciou um surto com mais de 30 casos covid na fábrica, sem que tenham sido “promovidas medidas de contenção“.

Embora o administrador da conserveira Ramirez realce que estão apenas confirmados 11 casos positivos, a denúncia dos trabalhadores revela que “o número de casos confirmados já é superior a 30“.

De acordo com a TSF, o administrador realçou que o surto teve origem num jantar “entre alguns funcionários e pessoas externas”.

José Eduardo Andrade, o dirigente sindical, notou que, na semana passada “tivemos conhecimento dos primeiros 12 casos, o que já constituiria preocupação“.

Acrescentou ainda que, segunda feira, “vários trabalhadores foram telefonando, para ver se tínhamos conhecimento que o número de casos tinha ultrapassado os 30“.

O responsável explicou que o surto tinha começado no dia a dia, mas que pode ter agravado por um jantar de Natal.

“Há duas semanas, os trabalhadores, mesmo já tendo conhecimento do início do surto, tiveram um jantar de Natal onde até estiveram presentes altos dirigentes da empresa”, afirmou o dirigente sindical.

Esta foi a causa do surgimento dos primeiros 12 casos. “O que estranhamos é que, durante esta semana, algumas pessoas estavam em casa porque tinham testado positivo e não houve, nem da parte das autoridades nem da parte da empresa, a preocupação de fazer a contenção do contágio“.

O dirigente não deixa de se mostrar indignado pela indiferença das autoridades e da administração da empresa. “As pessoas que tiveram contactos diretos deveriam ter feito o seu recolhimento profilático e não o fizeram“.

A estrutura regional do sindicato referiu que só na segunda feira é que se identificou “uma intervenção coordenada das autoridades de saúde“.

Isto porque foram anulados os testes rápidos que a empresa ia fazer e foi agendada “uma iniciativa de testagem universal com testes PCR“.

O sindicato rematou ainda que “esta é a evidência da gestão economicista que o SINTAB tem vindo a denunciar desde o início da crise pandémica”

“A segurança e a saúde dos trabalhadores tem sido sempre colocada em segundo plano, em todo o setor da alimentação que, fruto dos confinamentos, tem assistido a um aumento considerável das encomendas, maioritariamente nas massas alimentícias e conservas, inerente ao grande crescimento do consumo doméstico”.

  ZAP //

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