Novo documentário sobre Maddie. “A única coisa que não aconteceu foi um rapto”, defende Moita Flores

Mario Cruz / Lusa

Kate e Gerry McCann, os pais de Maddie

“Estou convencido de que a única coisa que não aconteceu foi um rapto. Aconteceu outra coisa qualquer”. O depoimento pertence a Moita Flores, antigo inspetor da Polícia Judiciária, pronunciando-se sobre o desaparecimento de Madeleine McCann, no dia 3 de maio de 2007, na praia da Luz, no Algarve.

Segundo avançou o Sapo 24 esta quinta-feira, 12 anos depois e sem que a investigação tenha chegado a qualquer conclusão, o mediático caso da criança britânica desaparecida deu origem, até à data, a dois documentários.

Depois da Netflix, estreia ‘The Madeleine McCann Mystery’ (O mistério de Madeleine McCann) a 26 de maio, às 23:00, no Investigation Discovery, uma data que coincide com o fim de semana em que é assinalado o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas.

Na peça, Moita Flores reforçou a sua crença de não ter sido rapto, admitindo poder tratar-se de um “acidente”, um “crime deliberado” e de existir uma “enorme probabilidade” de aquela criança ter “morrido na Praia da Luz”.

Em declarações ao Sapo 24, foi mais longe na leitura que faz do caso que virou assunto mundial. Visualizando na memória o local onde tudo aconteceu, Moita Flores interrogou-se como é que alguém entra pela “porta e sai pela janela, quando a porta está aberta?”. Para o antigo inspetor “é impossível sair por aquela janela quando é feita a reconstrução do desaparecimento. E não há vestígios nenhuns”, referiu.

Revelou que “há um erro tremendo das autoridades portuguesas ao não terem constituído arguidos os pais e o grupo de amigos (oito casais)”. Recordou que foram todos “jantar” e “deixaram as crianças sozinhas”, num “país estranho” e, que, tal abandono, prescreve o “crime de exposição e abandono” (artigo 138 do Código Penal) que “não foi considerado” pelas autoridades nacionais. “Em Inglaterra perderiam as crianças”, assegurou.

“Espanta-me que 12 anos depois e num caso como este, os primeiros a serem investigados, em qualquer caso, são sempre os mais próximos, os pais e o grupo de amigos. No caso concreto, houve diligências para os pais não serem incomodados”, sublinhou ainda.

TP, ZAP //

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9 COMENTÁRIOS

  1. Ainda não vi ou li nenhuma explicação da nossa Polícia Judiciária, a explicar aos Portugueses a razão porque é que só os Pais da criança podiam estar na Capela quando lá se encontrava a Inglesa que foi cremada.
    Bem me lembro de ver e ouvir nas televisões a alertarem que só os pais é que lá podiam estar.
    Revolta-me ler muito recentemente na Imprensa que a nossa Judiciária agora tem um novo suspeito.
    É que se fosse a Polícia Inglesa, não me admiraria, porque nota-se que o que eles pretendem é desacreditar a nossa polícia, que pelo que leio, está muito bem cotada a nível internacional.

    • Hahahaaaaa!…
      Mas agora a PJ tem que “explicar alguma coisa aos portugueses”?!
      Havia de ser bonito…
      Isto não é um realty-show para a tv…
      A PJ não tem nenhum “novo suspeito” e isso foi apenas mais um boato lançado para alimentar o circo do CM/CMTV!…
      A única coisa que a policia inglesa tem feito (além de torrar milhões) é descredibilizar-se a si mesma!!

      • Não é para defender o “circo” CM, mas o novo suspeito veio da Scotland Yard… Sempre que há uma efeméride do caso, eles surgem sempre com “novas” pistas… Parte do segredo e da proteção dada aos pais, vem daí desses senhores ingleses, alguma irmandade secreta, se percebem o que quero dizer, este é o meu palpite. Há que explorar TODAS as hipóteses prováveis.

        • Sim, eu sei.
          O que eu disse é que a PJ não tem nenhum novo suspeito – como de costume, a polícia inglesa é que lança estes “suspeitos” para alimentar as “novelas” nos tabloides como o CM, The Sun, Daily Mail, etc, etc e para entreter tontos!..

  2. “Crença”, “probabilidade”…são estes os adjectivos usados por um ex-Inspector da PJ para incriminar os pais da menina, agora factos que é bom NADA! Eu também teria um bom adjectivo para retratar as investigações da PJ – VERGONHA!!!

    • Os adjectivos não incriminam ninguém e, se todos os envolvidos “fugiram”, não colaboram/respondem à PJ e são protegidos pelas autoridades do seu país – que também não dão informações à PJ, levaram as provas e cujos resultados dos testes desapareceram ou foram “inconclusivos” (e que, recorrentemente, inventam suspeitos); o que queres que a PJ faça??!
      Se as investigações da PJ são uma vergonha, o que dizer das da Scoltand Yard que já torrou mais 15 milhões de libras dos cofres de sua majestade, e cujo resultado foi ZERO!!

    • O Eu! falou bem.
      Pais que bloqueiam investigações, que nem se quer se deram ao trabalho de ajudar a polícia nas encenações do crime, já os torna extremamente suspeitos de alguma coisa…
      Não se esqueçam, a Verdade nunca receia investigação.

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