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“A última coisa que faria era culpar portugueses”, diz Siza Vieira sobre o Natal

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António Pedro Santos / Lusa

O ministro da Economia e do Estado, Pedro Siza Vieira

O ministro da Economia e do Estado, Pedro Siza Vieira, disse esta quarta-feira que as declarações em que foi citado pelo New York Times, nas quais afirmava que os portugueses “não respeitaram as restrições” no período do natal, estavam incompletas e “deturpadas”.

A 02 de fevereiro, o jornal diário publicou uma conversa em que Siza Vieira indicava que disso resultava o aumento das infeções nas semanas seguintes. No início de uma audição na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, que decorre no Parlamento, Siza Vieira foi questionado pelo deputado Afonso Oliveira (PSD).

“Tive uma conversa longa com o jornalista do New York Times. Disse várias coisas, que não tínhamos certezas absolutas”, referiu Siza Vieira, indicando que apontou o aumento da mobilidade, a redução de testes e a variante inglesa como fatores explicativos. “A última coisa que eu faria era culpar portugueses ou enjeitar responsabilidades próprias”, rematou.

Durante a reunião, noticiou o Público, Siza Vieira disse que o Governo confirmou Vítor Fernandes, antigo  administrador do Novo Banco, para presidente do Conselho de Administração (chairman) do Banco Português de Fomento.

“O dr. Vítor Fernandes tem uma carreira inteira na banca. A nomeação de titulares de cargos no Banco Português de Fomento está sujeita à verificação de idoneidade por parte das entidades supervisoras, processo que vai ser respeitado. Enquanto esteve na administração da CGD, era responsável pelo marketing e operações e não participou na concessão dos créditos referidos”, notou o ministro da Economia.

Sobre os apoios em vigor, revelou que o programa de subsídio às rendas registou 10.250 pedidos de adesão em seis dias. “Ainda nenhuma decisão foi tomada” relativamente às candidaturas, referiu, adiantando que 42% são de empresas da região Norte, 22% da Área Metropolitana de Lisboa, 19% da região Centro, 7% do Algarve e 3% do Alentejo.

“Não estou a dizer que estamos no melhor dos mundos” e mitigar o impacto da crise “não é salvar cada uma das empresas nem salvar todos os empregos”, considerou, frisando que o Governo tem tentado ajudar os setores mais afetados, apontando o programa Apoiar, que já aprovou 582 milhões de euros, dos quais “cerca de 300 milhões” para o turismo.

“Comportamento do emprego foi o que melhor correu”

“O comportamento do emprego foi o que, do ponto de vista da economia, melhor correu” em 2020, disse ainda Siza Vieira, citado pelo Expresso, tendo por base as estatísticas do INE sobre a subida da taxa de desemprego para 6,8% em 2020.

O ministro admitiu que 2020 “foi um ano bastante especial” e “difícil para Portugal e para o mundo”, terminando com uma “contração inédita da economia”, mas sendo cumprido o objetivo de preservação do “potencial produtivo”, tendo sido criados “75 mil empregos desde agosto” e “apoiados mais de 50 mil empregos no país”.

“Começamos [2021] com perspetivas que não são as melhores, com o prolongamento da situação sanitária mais tempo do que o estimado e o programa de entrega de vacinas atrasado, o que obriga ao prolongamento de restrições a atividade económica por mais tempo do que esperado e vai tornar mais dificil o esforço de preservar potencial produtivo e emprego”, referiu.

“Assim, estendemos no tempo e alargamos na dimensão os apoios às empresas, seja assegurar apoios ao emprego pelo tempo necessário, reforçar apoios aos custos fixos não salariais para lá do primeiro trimestre e medidas de natureza fiscal ou revisão do regime de moratórias bancarias”, sublinhou.

  Taísa Pagno //

1 Comment

  1. O outro, que é ministro da educação, mesmo não sabendo falar, veio dizer que nunca tinha proibido as aulas no privado, muito emboras todas as atividades pedagógicas tivessem que ser suspensas. Este agora vem dizer que não culpou o povo muito embora a culpa fosse do povo segundo as suas próprias palavras. Já em Tancos o primeiro-ministro tinha dito que o armamento era obsoleto, o que foi logo desmentido por vários comandantes do exército.
    Mas ainda alguém acredita nesta gente?!

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