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UE exclui bancos bielorrussos do SWIFT e sanciona mais oligarcas russos

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Johanna Geron / EPA Pool

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

A União Europeia está ainda a ponderar sancionar os 170 membros da Assembleia Federal da Rússia.

A União Europeia vai avançar com mais sanções contra a Rússia e a Bielorrússia no seguimento da guerra na Ucrânia. O bloco europeu vai agora sancionar mais 14 oligarcas russos próximos de Putin, com o congelamento de bens a proibição de viajarem no espaço da UE.

O comunicado da Comissão Europeia, citado pela Reuters, revela ainda que os bancos bielorrussos Belagroprombank, Bank Dabrabyt, e Development Bank of the Republic of Belarus, foram excluídos do sistema SWIFT.

As sanções também “proíbem transações com o Banco Central da Bielorrússia relacionadas com a gestão de reservas ou bens, e a provisão de financiamento público para comércio e investimentos na Bielorrússia”.

Os oligarcas que vão ser acrescentados à lista não foram divulgados, mas devem ser empresários nos ramos dos transportes, telecomunicações e indústria química. A UE está também a ponderar incluir os 170 membros da Assembleia Federal russa nos alvos das sanções, nota o Público.

A UE avançou também com mais sanções para os sectores económico e financeiro relativas às criptomoedas, assim como para o sector marítimo, não estando ainda previsto um bloqueio aos navios com a bandeira russa nos portos europeus.

Com o início da guerra na Ucrânia, a Rússia tornou-se o país mais sancionado do mundo, ultrapassando o Irão. Moscovo está sujeita a 5530 sanções e foram impostas também 2778 sanções a indivíduos e entidades russas.

A Europa está também já a trabalhar num plano para acabar com a dependência do petróleo e gás natural russos, dado que o país governado por Vladimir Putin é o principal fornecedor de energia aos 27.

A UE pretende cortar em 66% as compras de energia à Rússia através da aposta em trocas comerciais com outros fornecedores e com o investimento em energias renováveis, como o hidrogénio verde.

Caso este objectivo seja concretizado, teria um grande impacto na economia russa, que se baseia bastante no comércio de combustíveis fósseis, sendo que a Europa é o principal cliente de Moscovo.

  Adriana Peixoto, ZAP //

1 Comment

  1. iluminados Politicos nao aprenderam nada com a Guerra Fria ! Tiveram muito tempo para arranjar alternativas ! mas preferiram encher os bolsos aos nossos pretendentes a carrascos ! Globalizaçao a Qualquer Preço, Acabamos a Financiar Armamento que vai ser Usado contra nos

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