PEV quer turmas com máximo de 20 alunos (e defende que exames do 12º não devem contar para avaliação)

Manuel de Almeida / Lusa

Os Verdes defendem que as notas dos exames nacionais do 12º ano não devem contar para a avaliação final, mas apenas para acesso ao ensino superior. Desta forma, as notas do 9º ano seriam atribuídas apenas através da avaliação contínua.

O PEV quer reduzir o tamanho das turmas, para um máximo de 20 alunos, já no 3.º período, quando houver regresso à escola para o ensino presencial. O projeto de lei entregue no Parlamento prevê que esta medida seja aplicada a todas as turmas desde o educação pré-escolar ao secundário. A proposta deverá ser agendada para discussão em plenário em meados de Março, avança o Público.

Segundo a deputada Mariana Silva, professores e alunos têm reportado as dificuldades das escolas em terem condições para haver aulas em segurança. “As salas são pequenas e não é possível ter os alunos e professores afastados com a distância mínima de segurança”, descreve a deputada ecologista.

Mariana Silva sublinha que a redução do número de máximo de alunos e o consequente desdobramento de turmas permitiria também melhorar a aprendizagem. “Quanto mais pequenas são as turmas, mais fácil é a coordenação do trabalho com os alunos. Depois das dificuldades devido à suspensão das aulas presenciais no ano passado, é preciso ainda mais trabalho de proximidade com os alunos”.

Atualmente, as turmas do pré-escolar têm um máximo de 25 crianças, as do primeiro ciclo chegam às 24 e nos restantes ciclos o máximo é de 28 alunos.

A ecologista frisa que a pandemia “ainda está para durar” e que a medida é exequível, se o Ministério da Educação contratar professores para reforçar as escolas, que podem passar a funcionar por turnos.

Os Verdes concordam com o alargamento do calendário escolar e adiamento dos exames, mas consideram que estas medidas não são suficientes.

Neste sentido sugerem que neste ano letivo não se realizem os exames nacionais do 9.º ano e que os exames do 12.º não sejam contabilizados para a avaliação final, contando apenas para efeitos de acesso ao ensino superior. O partido considera que esta seria uma boa forma de colmatar as desigualdades criadas com o estudo em casa e que este conduta seria mais justa para os anos.

Seria necessária a manutenção dos exames nacionais do 9.º ano, alegam, porque o seu resultado conta para a nota final e isso irá prejudicar os alunos com menos condições de acesso às aulas online.

Já no 12.º o princípio deve ser o mesmo: a manterem-se os exames, “devem contar apenas para o acesso ao ensino superior, e não para a nota de avaliação final, tendo em conta o prejuízo para os alunos da realidade do ensino à distância”.

ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Com a redução de alunos em cerca de 1/3, só falta à Sra. Dra. Mariana Silva explicar onde se vão buscar os professores extra, de que forma de pagam os mesmos e em que salas de aula eles vão lecionar.

    Para se perceber a dimensão da alarvidade: Numa escola com 30 turmas de cerca de 30 alunos, passaríamos a ter 45 turmas de 20, ou seja, um incremento de 50%.

    E tudo isto, já para o 3º período.

    Posta de pescada típica de quem se preocupa apenas em fazer oposição e não tem a responsabilidade de decidir coisa nenhuma. É disto que o povo gosta.

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