Trump insiste em rejeitar vitória de Biden. Bolsonaro diz que tem “informações” sobre “fraude”

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse este domingo que não desiste da rejeição da vitória do Presidente eleito Joe Biden, um democrata, insistindo nas acusações de suposta “fraude” eleitoral, apesar de os tribunais terem desvalorizado as alegações da sua campanha.

“A minha opinião não vai mudar em seis meses”, disse Trump numa entrevista à rede de televisão conservadora Fox News, a primeira televisiva desde as eleições de 3 de novembro. “Houve uma tremenda quantidade de fraude … fraude maciça”.

As críticas renovadas de Trump proferidas contrastam com as decisões judiciais que rejeitaram as alegações de “fraude” eleitoral, feitas pela sua equipa, por ausência de provas.

“Dizer que uma eleição é injusta não faz com que seja assim. As acusações exigem acusações específicas e depois provas. Não temos nenhum dos dois aqui”, disse, na sexta-feira, o juiz Stephanos Bibas, do Tribunal de Recurso de Filadélfia (Pensilvânia), que foi nomeado pelo próprio Presidente Trump para o cargo.

Na quinta-feira, Trump tinha assinalado que deixaria o cargo se o colégio eleitoral votasse no democrata Joe Biden.

Na última semana, os resultados foram oficializados na Pensilvânia, Michigan e Geórgia, três dos principais estados que Trump perdeu nas eleições e que sustentam a vitória do democrata.

Esta segunda-feira foi concluída a recontagem dos votos no Wisconsin, exigida pela campanha do presidente, mantendo a vitória de Biden por uma margem de 20 mil votos, que deverá ser certificada nos próximos dias.

Bolsonaro diz que tem “informações” sobre “fraude”

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse este domingo que vai esperar mais algum tempo até congratular o Presidente eleito dos Estados Unidos da América, Joe Biden, considerando que “houve muita fraude” nas presidenciais norte-americanas.

“A imprensa não o divulga, mas eu tenho as minhas informações, e não serve de nada dizer-vos porque não as vão publicar, realmente houve muitas fraudes” nas eleições norte-americanas, disse o Presidente brasileiro, acrescentando: “Houve fraudes, isso ninguém discute, mas não sei se foram suficientes para definir a vitória de um ou de outro”.

O Presidente do maior país sul-americano, conhecido como “Trump dos Trópicos”, e que não esconde a simpatia por Donald Trump, respondeu que vai “esperar mais um bocado” até reconhecer a vitória de Biden.

Nas declarações aos jornalistas, Bolsonaro também expressou dúvidas sobre a votação eletrónica no Brasil, sugerindo que é vulnerável à fraude, e defendeu que o país devia voltar ao sistema das urnas nas presidenciais de 2022.

Biden nomeia equipa composta totalmente por mulheres

Joe Biden anunciou este domingo que a equipa de comunicações da Casa Branca será integrada exclusivamente por mulheres – algo inédito na história do país, anunciou a Presidência.

Entre as nomeadas está Jen Psaki, que atuará como secretária de imprensa da Casa Branca, um cargo de alta exposição. Psaki, de 41 anos, ocupou vários cargos de alto nível, como o de diretora de comunicações da Casa Branca durante o governo do presidente Barack Obama, de quem o Biden foi vice-presidente.

Biden e a vice-presidente eleita, Kamala Harris, tentou fomentar diversidade nas nomeações que foram anunciadas até agora para integrar o Executivo, que assumirá suas funções em 20 de janeiro.

“Tenho o orgulho de anunciar hoje a primeira equipa de comunicações de alto nível da Casa Branca, composto na sua totalidade por mulheres”, disse o presidente eleito em comunicado. “Estas comunicadoras qualificadas e experientes aportam diversas perspetivas ao seu trabalho e um compromisso compartilhado de reconstruir este país”.

Foram anunciadas mais seis nomeações: Kate Bedingfield, vice-diretora de campanha de Biden, será diretora de comunicações da Casa Branca. Ashley Etienne dirigirá as comunicações de Harris, de quem Symone Sanders será a porta-voz principal. Pili Tobar foi nomeada como vice-diretora de comunicações da Casa Branca e Karine Jean Pierre será a vice-diretora principal de imprensa. Elizabeth Alexander ocupará a direção de comunicações da futura primeira-dama, Jill Biden.

Biden recebe esta segunda-feira o seu primeiro briefing classificado com a Administração de Donald Trump, a reunião regular sobre as informações mais confidenciais oferecidas aos principais funcionários do Governo dos Estados Unidos.

A conselheira de transição Kate Bedingfield disse que a equipa de Biden iniciará briefings com o Governo de Trump sobre a distribuição de vacinas, testes e cadeia de fornecimento de equipamentos de proteção individual.

ZAP // Lusa

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