Tribunal de Myanmar rejeita recurso. 7 anos de prisão para jornalistas da Reuters

Lynn Bo Bo / EPA

O jornalista Wa Lone (à frente) e o jornalista Kyaw Soe Oo (atrás) à saída do tribunal em Yangon

Um tribunal de Myanmar rejeitou esta sexta-feira o recurso dos dois jornalistas da agência de notícias Reuters detidos por violarem a Lei de Segredos Oficiais e manteve os sete anos de prisão a que foram condenados em 2018.

A juíza Aung Naing disse que os advogados de Wa Lone e Kyaw Soe Oo não apresentaram provas suficientes para provar a sua inocência.

Wa Lone, de 32 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28, eleitos este mês “Figuras do Ano” pela revista Time, foram sentenciados no início de setembro, numa sentença de primeira instância, a sete anos de prisão, acusados de violarem segredos de Estado.

Os homens foram condenados por terem documentos do Governo em sua posse.

Os repórteres da Reuters estavam a investigar a morte, em 2017, de dez rohingyas, durante ações de repressão militar contra essa comunidade muçulmana, num caso que a ONU classificou de genocídio.  

Os dois jornalistas foram presos em 12 de dezembro de 2017, na principal cidade do país, Rangum, imediatamente após uma refeição para a qual foram convidados por elementos da polícia.

Os jornalistas alegam que foram alvo de uma armadilha montada pela polícia por causa do descontentamento oficial sobre as suas reportagens que denunciavam a repressão brutal das forças de segurança contra a minoria muçulmana Rohingya, no estado de Rakhine.

A condenação tem sido amplamente divulgada em todo o mundo e é lida como o resultado de um julgamento manipulado, destinado a impedir o trabalho de jornalistas sobre as ações dos militares contra os rohingyas.

Apesar das críticas internacionais, a dirigente política Aung San Suu Kyi – prémio Nobel da Paz em 1991- considerou justificadas as detenções dos dois jornalistas, recusando-se a intervir durante o primeiro julgamento, apesar de o Governo que lidera ter tido a oportunidade de deixar cair as acusações contra eles.

Desde agosto de 2017, mais de 700 mil rohingyas fugiram para Bangladesh, em resultado da violência das forças armadas birmanesas e das milícias budistas.

ZAP // Lusa

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