Tratamentos de radioterapia no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa estão em risco devido à falta de profissionais.

O IPO de Lisboa conta com sete aceleradores lineares, aparelhos sofisticados que obrigam à presença física de um médico especializado, explica a TSF.

No início do mês de junho, o IPO de Lisboa perdeu 50 profissionais de saúde com o fim do estado de emergência. O Governo prometeu celeridade a avaliar os pedidos de contratação, mas agora, mais de um mês e meio depois, o processo pouco avançou, conta a rádio.

O IPO de Lisboa revela que foi autorizada a contratação de 20 médicos. O Ministério da Saúde comprometeu-se também a contratar 36 enfermeiros, 26 assistentes operacionais, quatro físicos médicos e 12 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica. No entanto, ainda não autorizou a contratação destes profissionais de saúde.

Contactado pela TSF, o IPO assumiu que a utilização de alguns aceleradores lineares pode ser suspensa devido à falta de pessoal. Calcula-se que três dos sete aparelhos tenham de parar.

Não só os pacientes do IPO é que são afetados. Também os doentes oncológicos que são enviados pelo Centro Hospitalar de Lisboa Central e pelo Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental são visados.

A falta de recursos humanos está ainda a impedir a abertura da segunda ala do novo Bloco Operatório do IPO de Lisboa. As novas salas de cirurgia estão prontas, mas precisam de mais 25 enfermeiros e 15 assistentes operacionais.

A radioterapia é utilizada no tratamento de tumores malignos e menos frequentemente de tumores benignos. É uma arma de tratamento utilizada na fase de doença localizada, permitindo a eliminação da mesma, ou como abordagem paliativa de forma a controlar sintomas, como é o caso da doença avançada.

Daniel Costa, ZAP //