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Tomás Correia condenado pelo Banco de Portugal a multa de 1,5 milhões

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José Sena Goulão / Lusa

O líder da Associação Mutualista Montepio Geral foi multado em 1,5 milhões pelo Banco de Portugal por irregularidades graves realizadas quando exercia o cargo do presidente da Caixa Económica, agora designado Banco Montepio.

Além de Tomás Correia, a própria instituição financeira, chefiada entre 2008 e 2015, foi também multada em 3,5 milhões de euros, apurou o jornal Público.

Foram ainda condenados mais sete administradores executivos das equipas de Tomás Correia, mas com coimas menores. Neste grupo estão, por exemplo, José Almeida Serra, Álvaro Dâmaso (antigo presidente da Bolsa de Lisboa), Eduardo Farinha, Rui Amaral, Paulo Magalhães, Jorge Barros Luís e Pedro Ribeiro.

A decisão do BdP foi dada a conhecer aos visados esta quinta-feira e é o culminar de uma ação que começou no verão de 2014 com a auditoria forense à Caixa Económica Montepio Geral. Para além das multas, o BdP decretou a inibição de atividade no setor financeiro.

Em causa estão, entre outras práticas, a quebra das regras de controlo interno e o não respeito pelas normativas definidas nos regulamentos, que justificaram a concessão de crédito de financiamentos de elevado montante a alguns clientes, nomeadamente a Paulo Guilherme e a José Guilherme, próximos de Tomás Correia.

Paulo e José Guilherme eram clientes da instituição em Portugal e em Angola. José Guilherme deu um “presente” a Salgado de mais de 14 milhões de euros.

A auditoria forense a CEMG foi desencadeada quando já estavam a decorrer investigações do BdP ao BES, na sequência das quais Ricardo Salgado e outros gestores foram multados pelo supervisor. Salgado foi multado em 1,8 milhões. Em causa no BES estiveram também falhas graves nos mecanismos de “controlo interno e o não cumprimento de obrigação de comunicação ao Banco de Portugal”.

A gestão dos dois ex-responsáveis da banca, Ricardo Salgado e Tomás Correia, está ainda na mira do Ministério Público, que tem em curso investigações abrangentes a práticas como aquelas que foram agora sancionadas pelo Banco de Portugal.

  ZAP //

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