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Submarino autónomo pode ajudar a criar “um Google Earth dos oceanos”

A Terradepth, uma startup com sede no Texas, nos Estados Unidos, irá enviar, em breve, o seu submarino autónomo – o Abraham – para os oceanos, na tentativa de aumentar o conhecimento sobre estes.

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A empresa, que foi fundada por dois ex-SEALs da Marinha, tinha como objetivo construir um submarino autónomo que possa operar no mar durante 60 dias seguidos, de modo a conseguir aumentar o conhecimento geral sobre as partes mais profundas dos oceanos.

Os dois fundadores propuseram-se a construir uma empresa que é tão disruptiva quanto a SpaceX – quando se trata de exploração oceânica, refere o Interesting Engineering. A ideia surgiu num momento de grande inovação na robótica de exploração espacial.

O Abraham usa “luz diesel”, embora o objetivo seja usar, no eventual modelo de produção, uma célula a combustível de hidrogénio.

O protótipo do submarino da Terradepth já concluiu os testes no Texas, com resultados publicados em março deste ano. Em seguida, este seguirá para o Golfo do México para ser testado no mar ao longo dos próximos meses.

Em comunicado, a empresa explicou que os testes da primeira fase “demonstraram conclusivamente que o submersível não tripulado da empresa poderia recolher dados subaquáticos, processá-los, compreender os recursos de importação e reajustar-se automaticamente sem intervenção humana“.

A empresa norte-americana sublinha que isso irá tornar substancialmente mais fácil mapear os oceanos do mundo, através do uso de inteligência artificial.

De acordo com a Forbes, a Terradepth pretende disponibilizar os dados básicos recolhidos pelos submarinos para que todos possam usar um sistema de monitorização de dados oceânicos.

Numa entrevista à Fast Company, Judson Kauffman, CEO da Terradepth, comparou o projeto de recolha de dados a “um Google Earth dos oceanos”.

Os fundadores da empresa afirmam acreditar que, ao aumentar o conhecimento e consciência sobre os oceanos, será possível tomar melhores decisões sobre a proteção do meio ambiente.

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  Ana Isabel Moura, ZAP //

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