Star Wars. Dos sabres de luz ao R2D2, quanto da ficção é ciência?

(dr) Lucasfilm

Num mundo que evolui tão rapidamente como o nosso e num universo tão tecnologicamente avançado como o de Star Wars, por vezes é difícil distinguir aquilo que é ficção daquilo que é ciência.

Star Wars: The Rise Of Skywalker, o filme final da épica saga Star Wars, finalmente chega hoje aos cinemas. A ficção científica em geral – e Star Wars em particular – é um género altamente popular, muito por causa da possibilidade emocionante de que a tecnologia que vemos no ecrã possa um dia ser real.

Mas o que é ciência e o que é ficção em Star Wars? A tecnologia poderia estar à frente da ciência real?

A Força

A Força está no coração do universo de Star Wars. “Dá aos Jedi os seus poderes. É um campo de energia criado por todos os seres vivos. Ele cerca-nos, penetra-nos, une a galáxia”, como Obi Wan Kenobi explicou uma vez a Luke Skywalker. Mas existe alguma ciência que corrobore isto?

O nosso entendimento atual é que existem quatro forças fundamentais no universo: a força eletromagnética, a força gravitacional e duas forças diferentes que controlam o núcleo atómico e as partículas.

Mas são necessária diferentes teorias da física para descrever estas forças. A mecânica quântica, que explica as forças nucleares, é notoriamente incompatível com a relatividade geral, que descreve a gravidade. É o Santo Graal da Física tentar combinar estas teorias e unificar todas as forças numa só “Força”.

A ciência, no entanto, apoia a ideia de um campo de energia que “envolve tudo”. De facto, se removermos todas as coisas do universo – galáxias, planetas e pessoas -, teremos um tipo exótico de energia no próprio espaço vazio. Curiosamente, este tipo de energia do nada pode realmente dar origem a forças, como está implícito em Star Wars. Dito isto, o seu efeito é pequeno e certamente não pode dar poderes especiais a ninguém.

Sabres de luz

Os sabres de luz são uma das armas mais famosas da história do cinema. Eles são usados pelos Jedi e Sith e requerem conhecimento da Força para que possam ser controlados. Infelizmente, por agora não é possível fabricar um sabre de luz no mundo real. Um problema é que não há como fazer a luz emanar de uma fonte e parar apenas um metro à frente – a luz continuará no infinito, a menos que atinja algo.

No entanto, o nome “sabre de luz” pode ser enganador. Existe uma maneira de fazer algo semelhante a esta arma impressionante usando plasma. A lâmina pode ser feita de plasma e confinada a um campo eletromagnético. Teoricamente, este sabre de plasma deve ser capaz de fazer muitas das coisas que os sabres de luz fazem em Star Wars.

Ainda estamos longe de ter esta tecnologia disponível. Um uso muito menos glamouroso de plasmas é derreter e soldar metais. No entanto, existem inovações mais empolgantes usando plasmas de alta energia. Por exemplo, agora os plasmas são usados para impulsionar partículas carregadas a altas velocidades em distâncias extremamente curtas.

Isto está a ajudar os cientistas a projetar e construir aceleradores de partículas cada vez mais compactos, potencialmente até mil vezes menores – e consideravelmente mais baratos – do que os atuais aceleradores baseados em radiofrequência.

Nesta abordagem, um laser de alta intensidade ou feixe de partículas é direcionado através de um meio de plasma. Isto permite a criação de um forte campo elétrico que pode ser usado para acelerar um feixe de partículas carregadas.

Torpedos de protões

No primeiro filme de Star Wars, Luke Skywalker usa “torpedos de protões” para destruir a Estrela da Morte – a gigantesca estação espacial que oblitera planetas. De acordo com o cânone de Star Wars, estes são um tipo de ogiva explosiva que liberta nuvens de partículas de protões de alta energia.

Na saga, estas armas são excecionalmente manobráveis, para que possam ser usadas contra uma variedade de alvos. Porém, este não é o caso dos torpedos reais.

Mais de 40 anos depois, os protões são usados num tipo diferente de guerra – aquela contra o cancro. Os feixes de protões podem penetrar nos tecidos a uma distância específica determinada pela sua energia. Eles podem depositar a maior parte dessa energia num local específico, destruindo um tumor, mas poupando tecido saudável. Isto está a tornar-se num método de tratamento rápido para o cancro.

“Droides”

Embora atualmente não possamos construir “droides” como R2-D2 ou C-3PO, a investigação em machine learning e inteligência artificial aproximam ainda mais estas tecnologias. Até agora, a IA já pode classificar as coisas, jogar, diagnosticar doenças e prever descobertas científicas. Mas ainda está longe de desenvolver a inteligência geral.

Como se ouve na locução de Luke Skywalker no último trailer do filme: “Passamos tudo o que sabemos”. E é exatamente isso que investigadores estão a tentar fazer.

(dr) Lucasfilm

R2-D2 e C-3PO.

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